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Cientistas dizem que genoma canino é arma contra câncer humano | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A descoberta do genoma completo do cão realizado neste ano pode ajudar no combate ao câncer em humanos, afirmam cientistas americanos. De acordo com os especialistas, a proximidade de alguns tipos da doença entre humanos e cães pode ajudar na criação de tratamentos. "Compartilhamos genes e doenças", disse Kerstin Lindblad-Toh, do Instituto Whitehead para Pesquisa de Genomas, em Massachusetts, nos Estados Unidos. Câncer ósseo, de pele e linfático são alguns dos tipos que ocorrem de forma semelhante entre cães e humanos. Segundo os cientistas, pode ser mais fácil rastrear os genes que causam esses tipos de câncer nos cães, já que eles têm uma diversidade genética menor. Diferenças “Algumas das raças de cães têm uma predisposição maior para um tipo específico de tumor do que outras”, diz Jaime Modiano, especialista em câncer da Universidade do Colorado. Por exemplo, boxers e são bernardos têm maior propensão ao câncer linfático, enquanto os dinamarqueses apresentam índices maiores de câncer nos ossos. Esse tipo de dado já conhecido também pode ajudar na busca dos genes. Mas além de ser geneticamente mais fácil trabalhar com cães, seu estudo tem outra vantagem. É difícil localizar os genes cancerígenos em humanos porque os cientistas necessitam de muitas amostras de DNA de várias pessoas de uma mesma família afetada. A maioria das famílias humanas é muito pequena e tem poucas gerações vivas simultaneamente para uma quantidade suficiente de amostras. Testes Famílias de cães, entretanto, são maiores e têm gerações mais curtas, o que permite uma comparação mais ampla e um número maior de indivíduos para estudar. Em pelo menos um caso, os cientistas já conseguiram mostram como o genoma canino pode ajudar na busca do tratamento do câncer humano. Eles conseguiram localizar um dos genes responsáveis pelo câncer de fígado em cães da raça pastor alemão. Depois, usaram a informação para procurar o gene que provoca a mesma doença em humanos em um posição semelhante do genoma humano. Acabaram encontrando um gene que foi implicado como o causador da doença nos seres humanos. Saber a localização e a função de um gene, dizem os cientistas, deverá ajudar no cálculo do risco de câncer e no diagnóstico, tanto em humanos como em cães. |
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