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Cientistas desvendam seqüência do genoma da galinha | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Cientistas publicaram uma análise detalhada do genoma da galinha, cujos dados devem ajudar a entender melhor a biologia dos seres humanos e proporcionar uma compreensão mais profunda de doenças originadas em aves, como as infecções com a bactéria salmonela e a gripe asiática. Também podem levar a avanços na indústria alimentar, possibilitando a criação de aves mais produtivas e mais saudáveis. O consórcio internacional responsável pelo seqüenciamento divulgou o resultado de seus trabalhos na revista especializada Nature. O foco principal da pesquisa foi a espécie de galinha conhecida como Gallus gallus, da qual, há milhares de anos, se originaram as espécies domésticas. As amostras usadas na investigação foram retiradas de uma ave que hoje tem mais de sete anos de idade e vive em cativeiro em uma instituição de pesquisa do Estado americano de Michigan. Ancestral comum Os cientistas concluíram que a galinha possui cerca de 1 bilhão de pares-base de DNA, comparado com 3 bilhões em mamíferos como os seres humanos. A análise também mostrou que apenas 2,5% do código genético humano corresponde ao da galinha. Trata-se de uma descoberta importante – essa porção reduzida de genes foi em grande parte preservada pelos últimos 310 milhões de anos, desde o tempo em que havia um ancestral comum de homens e galinhas. “Nós achamos que os genes que são mais resistentes a mudanças são aqueles que se mostraram mais determinantes para a nossa sobrevivência durante a história da evolução”, disse o cientista Chris Ponting, da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, que trabalha na comparação entre os genes humanos e galináceos. |
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