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Cientistas decifram função de 21 mil genes | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um grupo internacional formado por 152 cientistas divulgou um mapa detalhado de mais 21 mil genes humanos. O trabalho é considerado um avanço importante nos esforços no sentido de compreender o genoma humano, a seqüência de proteínas presentes no DNA que é responsável pela formação do corpo humano e por regular suas funções. O seqüenciamento do genoma humano foi oficialmente finalizado em 2003, mas os cientistas ainda precisam interpretar o vasto conjunto de informações. A compilação de dados, feita pelo consórcio H-Invitational, deve ajudar particularmente na investigação de doenças com raízes genéticas. Em evolução O consórcio liderado por Takashi Gojobori, do Instituto de Ciência Industrial Avançada do Japão, compilou as informações sobre os genes que foram obtidas pelos cientistas até agora e realizou uma análise em profundidade de 41.118 conjuntos de moléculas de DNA complementares (cDNAs). Tais moléculas são derivadas do RNA, que por sua vez refletem os genes presentes no genoma. O estudo permitiu à equipe identificar as funções de 21.037 genes, além de outros detalhes como estrutura, localização nas células e características metabólicas. Segundo o pesquisador sueco Anthony Brookes, que também participou do estudo, a análise dá suporte à teoria de que grande parte do DNA não tem função aparente. "O genoma não foi projetado por um programador de computador, de alto a baixo", disse ele. "Ele continua evoluindo o tempo todo." "Há partes do genoma e moléculas de RNA que provavelmente não fazem muito. Talvez, um dia elas fizeram, mas não agora. Ou, talvez, elas estão desenvolvendo uma função." |
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