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A bossa da conquista | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
"O cachorrinho tem telefone?" Em matéria de "lance", esse o mais sofisticado de minha época, que, claro, há muito já era. Nada sei de como se arranjam em suas conquistas os rapazes lá pela faixa dos 21 aos 34 anos, para iniciar suas conquistas. Bem traduzida, a frase do cachorrinho encontrará, com certeza, um equivalente em austríaco ou americano. Isso: mais uma pesquisa, que as pesquisas, hoje em dia, são minha fascinação. Esta foi realizada por uma equipe austro-americana e acaba de ser publicada na edição de novembro da revista acadêmica Evolução e Comportamento Humano, que eu não perco um número, pois tal é meu humano comportamento. Todos os movimentos feitos pelo homem (chamemo-lo Adão) em suas tentativas da conquista da mulher (chamemo-la Eva) estão lá, expostos e dissecados, e constituem, caso seja do interesse de indivíduos crassos, feito o homem do cachorrinho, quase que um guia para a conquista. Pesquisadores e acadêmicos saíram pelas salas de aula da noite e anotaram o ritual masculino, muito semelhante aliás ao de certa raça de chimpanzés. A principal conclusão é de que são necessárias 13 olhadelas em 30 minutos para estabelecer o primeiro contato positivo com a moça. O resto é garantido se o rapaz em questão observar as regrar que eles apelidaram, com bossa e charme, de "movimentos de maximização de espaço". Ou seja, como dar a entender à distância, e que linguagem corporal adotar. São 19 movimentos, dos quais enumero os três principais: 1 - Passe a mão carinhosamente pelo seu próprio rosto, como se estivesse acariciando a barba. Se já tiver longas barbas, melhor. 2 - Dê um soquinho de brincadeira no ombro de um amigo. Ela notará que você é um líder em sua turma. 3 - Fique de pé com braços e pernas bem abertas, como se um super-herói prestes ao vôo. Ela perceberá a confiança e o conforto que você sente com seu próprio corpo. Pronto, acabou. O cachorrinho deu o telefone. Os acadêmicos austro-americanos, possivelmente ainda rindo com o que sobrou da verba, têm uma única advertência: não cruze os braços, não cubra o torso másculo em hipótese alguma. É sinal de dúvida interior. |
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