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Uma solução para o Oriente Médio | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Com Yasser Arafat mais do que nunca fora da equação, os problemas do Oriente Médio continuam à espera de soluções ponderadas. O esquema Band-Aid tem compromissos inadiáveis e, mesmo contando com os esforços titânicos de "sir" Bob Geldof, é impossível salvar, simultaneamente, o continente africano e a conturbada região onde Ariel Sharon dá as cartas, ergue os muros e desmantela os assentamentos judaicos. Palestinos e israelenses terão que se contentar com as vozes do mundo pop – apontando, sugerindo, guiando. Há que se compor e gravar, gravar e compor. Nem é preciso dar os direitos para ninguém: o importante é que a mensagem seja ouvida. Feito isso, a paz e o entendimento deverão fatalmente se seguir. Quem ouvir a canção Desert Rose (Rosa do Deserto), de explosivo e loiríssimo Sting, sairá minutos depois para dar uma contribuição positiva à conturbada situação naquela região do globo. Só um monstro de insensibilidade não se rende à letra do compositor e cantor que atende (dependendo do caso) ao nome de pia batismal de Gordon Matthew Sumner. Confiram confiando em minha tradução, uma vez que o original, ao contrário do conflito entre israelenses e palestinos, não é lá dos mais complicados: "Sonho com a chuva, sonho com jardins nas areias do deserto. Acordo em vão. Sonho com o amor enquanto o tempo escorre pelas minhas mãos." Pronto. Basta prestar atenção nessas palavras, repeti-las algumas vezes, como se fora uma mantra, e babau confronto entre árabes e judeus. Conhecedor e amante da MPI, música popular internacional, vou mais longe: a doce cançoneta se aplica também, em dó maior, ao nosso pobre nordeste, que bem que precisa de chuva e jardins. |
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