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Brasileiros de Ramallah lamentam morte de Arafat | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os brasileiros que vivem nos territórios ocupados também estão lamentando a morte do líder palestino Yasser Arafat, como o restante dos palestinos. Um exemplo é a dona de casa Muna Abdel Hamid. Ela nasceu no Brasil e viveu no país até os 20 anos de idade. Em uma visita à terra natal de sua família, em Ramallah, no início da década de 90, ela acabou conhecendo o marido. Depois de casar, Muna chegou a morar no Brasil, mas a família decidiu retornar a Ramallah para viver. Ela diz que sofreu muito com a morte de Yasser Arafat. "Fiquei muito sentida. Gostava muito dele e acho que nunca teremos um presidente igual." Comunidade Segundo o embaixador Bernardo de Azevedo Brito, que comanda a representação brasileira em Ramallah, estima-se que a comunidade de brasileiros nos territórios ocupados gire em torno de 2 mil pessoas. "Ainda não temos um censo nem detalhes sobre o perfil dessas pessoas, mas sabemos que é uma comunidade grande", diz o embaixador. O Brasil abriu recentemente a representação na cidade, que é o centro do poder palestino. De acordo com Brito, o governo brasileiro sempre teve um bom relacionamento com palestinos e israelenses e, por isso, deveria ter uma representação nas duas regiões. Nacionalidade No geral, a grande maioria dos brasileiros na região tem ascendência palestina ou é casado com palestinos. Vários têm apenas a nacionalidade brasileira, já que não existe um Estado palestino. Fadah Ihlal Thum se encaixa nesse perfil. Também nascida no Brasil, ela veio para Ramallah visitar a família. "Acabei ficando", diz ela, que está há três anos em Madra Al-Dharquia, uma cidade que fica na região de Ramallah. Assim como Muna Hamid, a estudante brasileira afirma que ficou muito triste com a morte de Yasser Arafat. "O povo aqui está sentindo como quando morre o pai", conta ela. Muna diz que desde a manhã da quinta-feira, quando a morte do presidente foi anunciada, as pessoas da sua rua colocaram bandeiras pretas nas casas e que muitos jovens foram para o quartel-general de Arafat prestar sua homenagem. Assim como outros palestinos que vivem nos territórios, Muna diz que não sabe como será o futuro sem Arafat. "Vamos ver como ficará agora. A expectativa é que tenhamos eleições." No entanto, para a brasileira, ninguém vai conseguir substituir Yasser Arafat como o maior símbolo da causa palestina. |
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