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Atualizado às: 05 de novembro, 2004 - 22h26 GMT (19h26 Brasília)
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A Semana: Americanos põem seu futuro nas mãos de Bush

Dick Cheney aplaude George W. Bush
Bush obteve uma vitória história, e seu partido cresceu no Congresso
"A Semana" retorna ao final de sete dias em que não faltaram debates apaixonados, emoção e ansiedade quanto ao futuro político da maior potência do planeta.

Já na segunda-feira, a tensão entre os dois lados da disputa entre George W. Bush e John Kerry aumentava enquanto eram divulgadas as últimas pesquisas de opinião, que indicavam um empate entre os dois candidatos.

Ficou claro que a disputa entre o presidente republicano e o senador democrata seria vencida pelo partido que conseguisse convencer mais eleitores de sua própria base a comparecer às urnas.

Logo nas primeiras horas de terça-feira, viu-se que os dois lados haviam se empenhado nesse quesito. Eleitores passavam horas de seus dias em filas que dobravam quarteirões, em mais um sinal de que o pleito estava sendo visto pelos americanos como decisivo para o futuro do país.

Depois que pesquisas de boca-de-urna, divulgadas antes do início da contagem de votos, animaram aqueles que sonhavam com o fim da Era Bush, começaram a vir os sinais de que ela, na verdade, estava só começando.

A confirmação, no fim da noite de terça-feira, de que a Flórida havia sido vencida pelo presidente reduziu as esperanças dos democratas às urnas do Estado de Ohio.

Mas, na manhã de quarta-feira, a Casa Branca cantou vitória. O comando da campanha democrata relutava em admitir a derrota em Ohio antes da contagem dos votos provisórios, mas estes pareciam ser pouco para descontar a vantagem do presidente.

Horas depois, o senador John Kerry decidiu jogar a toalha. Ligou para Bush, a quem pediu empenho na união do país. E fez um discurso emocionado em que agradeceu a seus seguidores pela dedicação na campanha.

Eleitores de Kerry
A tristeza dominou os eleitores de Kerry na noite de terça

Enquanto um misto de tristeza e indignação dominava centros urbanos das duas costas americanas, o presidente Bush apareceu na TV para seu discurso de vitória.

Depois de uma campanha em que a possibilidade de perder a Presidência pareceu real em vários momentos, Bush pôde comemorar, aliviado, o seu feito histórico.

Além da vitória no Colégio Eleitoral, ele obteve mais de 50% dos votos, o que Bill Clinton não havia conseguido, e seu partido aumentou seu controle tanto da Câmara dos Representantes como do Senado.

Os números finais de participação dos eleitores, com 10 milhões a mais que em 2000, explicaram as longas filas da terça-feira. A maioria deles quis mais quatro anos de Bush e garantiu que o futuro dos Estados Unidos, e de boa parte do mundo, continuasse nas mãos do atual presidente.

Agora, mãos à obra

Vencida a eleição, hora de voltar ao trabalho. Mal Bush começava a pensar em seu novo gabinete, com o qual tomará posse para o segundo mandato em janeiro, as tropas americanas no Iraque já avançavam na sua próxima missão: um ataque, que pretende ser decisivo, à cidade rebelde de Falluja.

Na noite de sexta-feira, a ação, que já vem sendo preparada há várias semanas, parecia iminente. Bombardeios americanos na noite anterior sinalizavam que o caminho para a tomada da cidade, o principal centro da insurgência contra o governo apoiado pelos Estados Unidos, estava sendo aberto.

Soldados americanos
Tropas americanas intensificaram cerco a Falluja

Ao mesmo tempo, os britânicos, envolvidos na operação a pedido dos americanos, lamentavam as primeiras conseqüências de estarem mais perto da guerra.

Três soldados do grupo Black Watch, que dias atrás foi transferido do (mais tranqüilo) sul do país para as proximidades de Bagdá, foram mortos na quinta-feira num ataque suicida a bomba.

A missão britânica, de substituir um contingente americano deslocado para a operação em Falluja, causou polêmica entre o público britânico. Mas o governo de Tony Blair anunciou, confiante, que até o Natal os soldados estarão de volta à posição original, no sul do Iraque.

A promessa, reafirmada na sexta-feira pelo ministro da Defesa, Geoff Hoon, indica o otimismo de que os americanos tomarão Falluja rapidamente para acabar com a principal resistência às eleições planejadas para janeiro.

Quem não compartilha do mesmo otimismo é o secretário-geral da ONU, Kofi Annan. Na mesma sexta-feira, Annan alertou que um ataque a Falluja poderia agravar a falta de segurança no país e, com isso, colocar em perigo essas mesmas eleições.

Arafat luta pela vida

Internado em um hospital nos arredores de Paris desde a semana passada, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Yasser Arafat, de 75 anos, foi levado para a UTI na tarde de quinta-feira.

Pouco depois, fontes palestinas não identificadas falavam em "estado de coma", o que era negado pelo comando palestino em Ramallah (Cisjordânia).

À noite, chegou a ser divulgada a informação de que Arafat já estava em estado de morte cerebral, o que foi negado por um porta-voz do hospital militar.

Vigília por Arafat
Palestinos passaram a semana rezando pela saúde de Arafat

A possibilidade da morte do maior líder palestino ficou ainda mais real quando, na sexta-feira, a enviada palestina a Paris disse que ele estava "entre a vida e a morte" e num coma que, segundo ela, seria reversível.

No dia anterior, em sua primeira entrevista coletiva como presidente virtualmente eleito, George W. Bush dizia que continuará lutando pela paz entre palestinos e israelenses da mesma forma como lutou até agora.

O comentário foi motivado pela pergunta de um jornalista que citou uma declaração de Tony Blair, para quem esse conflito era o tema mais importante do mundo no momento.

Enquanto Arafat lutava pela própria vida num leito de hospital, seus comandados discutiam o futuro da Autoridade Palestina. O primeiro-ministro Ahmed Korei e seu antecessor, Mahmoud Abbas, dividiram o poder pelo menos por enquanto: para Korei, a Autoridade Palestina, e para Abbas, a OLP (Organização para a Libertação da Palestina) e o movimento Fatah.

Na sexta-feira, na Faixa de Gaza, grupos como o Hamas se reuniram para mostrar unidade e exigir dos líderes de Ramallah que eles não sejam deixados de lado na discussão sobre o futuro da liderança palestina.

Antes de voltar a negociar uma paz com Israel, os palestinos terão de garantir que não haja uma guerra entre eles.

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