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Análise: Tanto Bush quanto Kerry fracassaram na campanha | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A poucas horas das eleições, a sensação é que nem Bush nem Kerry fizeram um bom trabalho durante a campanha eleitoral. As campanhas foram caras, energéticas, agressivas às vezes e, freqüentemente, negativas. Acima de tudo, entretanto, elas fracassaram. No seu início, os dois candidatos estavam virtualmente empatados nas pesquisas, a mesma situação em que se encontram agora. Nenhum dos dois conseguiu conquistar uma fatia substancial de votos de seu adversário. Desconfiança Recentemente, Bush vem pedindo votos aos democratas, mas o pedido parece ser apenas retórico. Ele poderia (e deveria) ter feito isso há muito mais tempo. Sobre o Iraque, por exemplo, ele poderia ter seguido o exemplo de Tony Blair e aceitado parte da responsabilidade por alguns dos fracassos da guerra. Desta forma, ele não apareceria tão vulnerável. Até os debates, John Kerry conduziu sua campanha como se estivesse navegando em águas pantanosas, atingido por ventos que mudavam de direção a toda hora. Kerry nunca explorou totalmente o assunto Iraque porque sua falta de consistência o tornaria vulnerável a ataques. A maioria dos americanos não o considera o líder para estes tempos de guerra. Sendo assim, qualquer que seja o resultado destas eleições, o vencedor vai contar com a desconfiança profunda de metade dos americanos. Não é uma situação desejável, e a nação sabe disso. |
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