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Ex-embaixadora dos EUA prevê Alca até 2006 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A ex-embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Donna Hrinak, disse nesta sexta-feira que a Alca (Área de Livre Comércio das Américas) pode ser uma realidade até 2006, independentemente do resultado da eleição presidencial americana em novembro. “Acredito que com boa vontade e um esforço concentrado, a Alca possa estar pronta entre um ou dois anos”, disse Donna, durante a Quarta Conferência sobre América Latina, um evento promovido pelo Conselho das Américas em Nova York. “Tanto Bush quanto Kerry têm fé no livre comércio,” disse a embaixadora, ressaltando que acredita que as negociações devem avançar em 2005. Inicialmente previstas para concluírem em janeiro de 2005, as negociações da Alca foram congeladas em consequência de divergências entre o Brasil e os Estados Unidos sobre subsídios agrícolas e política industrial. Engajamento A opinião de Hrinak é compartilhada pela maioria dos diplomatas e cientistas políticos que participaram do evento. “Seria muito difícil poder criar um acordo de livre comércio ambicioso como esse num ano eleitoral nos Estados Unidos,” disse James Jones, ex-embaixador americano na Colômbia. Falando em nome da candidatura do senador democrata John Kerry, o consultor Nelson Cunningham disse que, “ao contrário do governo Bush, o governo Kerry se engajaria ativamente em parcerias com aliados-chave como o México, Brasil e Chile.” “John Kerry quer trabalhar multilateralmente com os nossos vizinhos para restaurar a credibilidade dos EUA em nosso hemisfério,” afirmou. Segundo Cunningham, as prioridades de um governo Kerry para a região seriam o fortalecimento das democracias na região; ajuda econômica para os países mais pobres, como o Haiti, com a criação de um fundo anual de US$ 500 milhões; promoção do “livre e justo comércio” e a reforma das leis de imigração americana. Governo Bush Falando em nome da candidatura de George Bush à reeleição, Otto Reich, ex-subsecretário de Estado americano, disse que, o governo Bush tem priorizado a América Latina, mas que sua atuação na região não tem rendido uma justa cobertura da imprensa. “Este é um presidente que convidou cada novo líder democrático das Américas a visitá-lo na Casa Branca,” disse Reich. Reich acrescentou que, se reeleito, Bush pretende manter o bloqueio comercial em relação a Cuba. “Antes de mais nada, acredito que este é um bloqueio simbólico, e os símbolos são muito importantes para marcar os valores americanos.” Reich defendeu a não-intervenção militar americana na recente crise política do Haiti, que culminou com o afastamento do ex-presidente Jean-Bertrand Aristide. “O governo Aristide foi eleito democraticamente, mas acabou se envolvendo com o tráfico de drogas, e não seria justo derramar o sangue de soldados americanos por ele.” |
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