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Atualizado às: 13 de outubro, 2004 - 23h47 GMT (20h47 Brasília)
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Violência sexual é arma na Colômbia, alerta Anistia
Miliciana das Farc
Mulheres que fazem parte de organizações rebeldes também estariam sofrendo abusos
A organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional advertiu nesta quarta-feira que a violência sexual está sendo usada cada vez mais como uma arma no conflito interno na Colômbia.

Em um relatório recém-divulgado, a organização dá exemplos de agressões, como a sofrida por uma garota grávida de 16 anos, que teria sido estuprada e morta em frente a moradores de seu próprio vilarejo.

Outra mulher descreveu à Anistia como ela foi estuprada por um membro da maior organização guerrilheira de esquerda do país, as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

“Ele me estuprou e me disse que isso era um pequeno lembrete (...) para não me misturar com soldados (do governo)”, disse a mulher.

Pressão

A organização disse que, apesar de as mulheres terem sido vítimas de violência durante todos os 40 anos de conflito no país, agora os grupos armados estariam impondo a elas e a outas pessoas códigos de conduta, afetando vilarejos inteiros.

O relatório revelou que, em um “desdobramento macabro” do conflito, mulheres estão sendo ordenadas a não usar certos tipos de roupas mais provocantes, como tops ou jeans de cintura baixa, sob a ameaça de serem agredidas se o fizerem.

Não só mulheres estariam sendo afetadas pelas determinações dos grupos armados. Garotos estariam sendo proibidos de usar cabelos compridos ou brincos.

Outra denúncia da Anistia é que mulheres e crianças estão sendo seqüestradas pelos grupos armados para serem usadas como escravas sexuais por seus comandantes, e que guerrilheiras estariam sendo submetidas a abusos por parte de outros milicianos.

A organização está pedindo ao governo colombiano que leve à Justiça os responsáveis pelos crimes e dê assistência adequada às vítimas.

A Anistia também quer que a comunidade internacional pressione mais o governo e os grupos armados na Colômbia para que parem com a violência contra as mulheres e garanta que verbas destinadas à Colômbia para gastos em ações ou suprimentos militares não acabem contribuindo para aumentar as violações dos direitos humanos.

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