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Atualizado às: 13 de outubro, 2004 - 13h50 GMT (10h50 Brasília)
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Brasil cai pela 4ª vez consecutiva em ranking de competitividade

Logotipo do Fórum Econômico Mundial
A carga de impostos no Brasil é de 38,11% em relação ao PIB
Pelo quarto ano consecutivo, o Brasil caiu no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial – organização não-governamental que presta consultoria à ONU e organiza o encontro anual em Davos, na Suíça.

O país ficou em 57º lugar entre os 104 países analisados. No ano passado, estava três posições acima. Em 2002, ocupava o 45º lugar e, em 2001, 44º.

Logo acima dos brasileiros estão Marrocos, Índia, Uruguai, El Salvador e Namíbia. Logo atrás, estão Panamá, Bulgária e Polônia.

A Finlândia lidera o ranking pela terceira vez, seguida por Estados Unidos, Suécia, Taiwan, Dinamarca e Noruega.

O ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial tem como objetivo apontar aspectos negativos e positivos das economias.

O índice composto é baseado em três "pilares": qualidade do ambiente macroeconômico, situação das instituições públicas e disponibilidade tecnológica.

Impostos

Os analistas do Fórum Econômico Mundial entrevistaram mais de 8,7 mil empresários em 104 países para fazer o ranking.

Em uma das perguntas, os entrevistados tiveram que selecionar os cinco fatores mais problemáticos – em uma lista de 14 – para fazer negócios em seus países.

No Brasil, foram apontados impostos, regulamentação tarifária, burocracia, acesso a financiamento e instabilidade política.

A carga de impostos no Brasil, indicada pelos empresários como o maior entrave para a competitividade econômica no país, é de 38,11% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).

Brasil perde posições em ranking de competitividade
1999 - 51º
2000 - 46º
2001 - 44º
2002 - 45º
2003 - 54º
2004 - 57º
Fórum Econômico Mundial

Em países desenvolvidos, como Japão e Estados Unidos, essa proporção é de 27,3% e 28,9%, respectivamente, segundo dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

De acordo com o Fórum Econômico Mundial, as grandes desvantagens competitivas do país no ambiente macroeconômico, são o spread bancário (taxa cobrada em empréstimos) e a inflação.

Em relação às instituições públicas, o crime organizado seria o maior problema.

Chile

As economias latino-americanas foram as que tiveram o pior desempenho no ranking de competitividade deste ano.

"Um problema significativo na América Latina é a natureza incompleta das reformas", diz o texto.

"A América Latina está ficando para trás, não apenas em relação às economias do leste asiático mas, mais significativamente, em comparação às economias de transição da Europa central e do leste."

Peru e Bolívia caíram, respectivamente, dez e 13 posições.

"Onde alguma melhora é visível – como na Argentina que subiu do 78º para o 74º lugar – os níveis refletem, principalmente, o salto em relação aos níveis muito baixos do ano anterior, ldecorrentes do colapso da moeda e do sistema financeiro do país."

O levantamento segue dizendo que "instabilidade política, burocracia e corrupção são os fatores mais problemáticos para fazer negócios na América Latina".

O Chile é apontado como o país com a economia mais competitiva da região – no ranking deste ano subiu seis posições para o 22º lugar.

O Fórum Econômico Mundial dedica um capítulo do seu relatório apenas ao Chile, com o título A Próxima Fase de Desenvolvimento.

O texto diz que o país conseguiu "crescer mais rapidamente do que muitos outros países em desenvolvimento, aumentando a renda per capita e fazendo progressos para reduzir os níveis de pobreza".

Em 2003, o PIB chileno cresceu 3,2% e, para este ano, as expectativas giram em torno de um crescimento de 5%.

Quanto ao primeiro lugar da lista, a Finlândia, o Fórum Econômico Mundial diz que o país "é muito bem administrado no nível macroeconômico, mas também marca pontos muito elevados nas medidas que avaliam a qualidade de suas instituições públicas".

"Além disso, o setor privado mostra uma alta tendência para adotar novas tecnologias e incentivar uma cultura de inovação."

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