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Segurança é maior preocupação de eleitores em Ohio | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A primeira preocupação dos moradores do Estado de Ohio, nos Estados Unidos, é a segurança nacional e, por conseqüência, a guerra no Iraque, assunto que mais tira o sono dos americanos hoje em dia. Estudiosos da história política americana dizem que, tradicionalmente, os eleitores independentes - aqueles que acabam decidindo uma eleição no sistema de dois partidos americano - votam nos republicanos (o partido dos impostos baixos e do Estado mínimo) quando se sentem economicamente seguros, e nos democratas (tradicionais defensores de impostos mais altos e da ação pública) quando estão inseguros quanto ao futuro. Por essa lógica, os democratas deveriam estar neste ano em vantagem em Ohio, mas o 11 de Setembro alterou esse equilíbrio, colocando o fator "guerra ao terrorismo" como prioridade para muita gente que, em outras condições, estaria preocupada apenas em conseguir um emprego ou em pagar menos impostos. Ohio, o Estado considerado por analistas como um dos mais importantes, ou mesmo o mais importante, nestas eleições presidenciais nos Estados Unidos, registra alguns dos piores dados econômicos do país. Vantagem "O país todo tem acesso às mesmas informações através da mesma mídia", afirma Jacqueline DeLaat, professora de ciências políticas da Universidade de Marietta – uma cidade industrial no sul de Ohio que foi fortemente impactada pelo fechamento de indústrias. "Ohio é um Estado com muitos operários, que até o fim dos anos 70 apoiavam majoritariamente o Partido Democrata, que sempre foi muito mais ligado aos sindicatos. Mas alguma coisa aconteceu durante os anos 80 que fez com que o Estado se tornasse republicano e ficasse assim até hoje", acrescenta. A estudiosa não duvida que o foco mais forte de Kerry na economia e no bem-estar da classe média – e a histórica ligação do Partido Democrata com o mundo dos trabalhadores industriais, os chamados blue collars – dê alguma vantagem à campanha dele no Estado. Para a professora, foi o ideário de Ronald Reagan que atraiu esses eleitores para as fileiras republicanas. Diversos cientistas políticos americanos, no entanto, apontam para uma "revolução conservadora" que teria começado a formar raízes no fim dos anos 70 e estaria hoje em seu ápice. Mas, para levar os cruciais votos de Ohio, DeLaat diz que o senador vai ter de se esforçar mais para se apresentar no Estado também como um bom presidente para comandar o país em uma guerra. |
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