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Carter teme novos problemas na eleição na Flórida | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os preparativos para as eleições na Flórida não atendem aos "requisitos básicos internacionais" e podem minar a eleição presidencial dos Estados Unidos, disse o ex-presidente Jimmy Carter. Ele disse que "parece provável" uma repetição das irregularidades da controversa eleição de 2000, em que George W. Bush derrotou o democrata Al Gore por uma margem mínima de votos no Estado. Num artigo publicado nesta segunda-feira no Washington Post, Carter – que costuma viajar como observador de eleições em várias partes do mundo – acusa a mais alta autoridade eleitoral da Flórida de ser tendenciosa e partidária. As declarações de Carter, ligado ao Partido Democrata, foram feitas pouco antes do primeiro debate eleitoral na TV entre Bush e John Kerry, na quinta-feira. As últimas pesquisas de opinião no país dão uma vantagem de entre 3 e 9 pontos percentuais para o atual presidente. Sem reformas No artigo, Carter afirma que reformas no sistema eleitoral da Flórida recomendadas após os problemas do último pleito não foram implementadas. Ele acusou também a secretária de Estado da Flórida, Glenda Hood, de tentar incluir o nome do candidato independente Ralph Nader nas cédulas do Estado, sabendo que isso tiraria votos de Kerry. O ex-presidente disse também que as autoridades estaduais tentaram desqualificar os votos de 22 mil eleitores negros (que costumam apoiar os democratas). Carter acrescentou que o governador da Flórida e irmão do presidente americano, Jeb Bush, "não adotou medidas para corrigir essas afrontas aos princípios de tratamento justo e igual ou para evitá-los no futuro". "Com reformas improváveis a essa altura da eleição, talvez o único recurso seja concentrar ao máximo a atenção pública ao processo suspeito da Flórida", disse Carter. |
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