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Atualizado às: 25 de setembro, 2004 - 01h50 GMT (22h50 Brasília)
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Kerry divulga plano para a 'guerra contra o terror'

John Kerry falando na Filadélfia nesta sexta-feira
 A guerra transformou o Iraque em um centro de terroristas que ele não era antes.
John Kerry
O candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, John Kerry, apresentou nesta sexta-feira uma estratégia, dividida em sete pontos, para conduzir a chamada “guerra contra o terrorismo”.

Entre as propostas incluídas na estratégia de Kerry está o fortalecimento da Forças Armadas americanas, a restauração de alianças com outros países e a promoção do “desenvolvimento de sociedades livres e democráticas nos mundos árabe e islâmico”.

Pesquisas mostram que o eleitorado americano ainda tem mais confiança no presidente George W. Bush do que em Kerry em questões relacionadas à guerra no Iraque. Segundo analistas, isso estaria ocorrendo porque os republicanos teriam tido sucesso na tentativa de associar Kerry a uma imagem de candidato indeciso e sem um plano claro para derrotar os “terroristas”.

“A invasão do Iraque foi um sério desvio da luta contra nosso maior inimigo, a Al-Qaeda”, disse Kerry, em um discurso na Universidade de Temple, na cidade de Filadélfia. “Os erros de avaliação e de cálculo e o gerenciamento errado da guerra no Iraque tornaram a guerra contra o terrorismo muito mais complicada.”

Bush

O presidente Bush, por sua vez, criticou nesta sexta-feira John Kerry por conta de observações feitas pelo senador a respeito do primeiro-ministro Iraquiano, Iyad Allawi - que na quinta-feira deu uma entrevista coletiva, ao lado do presidente, afirmando que as coisas estão melhorando no Iraque.

Os sete pontos da estratégia de Kerry
Destruir redes terroristas
Prevenir o terrorismo nuclear
Cortar com as fontes de financiamento dos terroristas
Proteger melhor os Estados Unidos
Tomar medidas para evitar que organizações terroristas tenham locais seguros para se refugiar e recrutem mais membros
Dar apoio a democracias no mundo árabe e muçulmano
Restaurar alianças para combater redes terroristas em todo o mundo
Fonte: www.johnkerry.com

Kerry disse que o Allawi e Bush estavam se esforçando para apresentar “a melhor face da guerra” e evitando que o povo americano soubesse dos verdadeiros problemas.

“Este homem corajoso (Allawi) vem ao nosso país para contar como ele está arriscando a vida por um Iraque livre (...), e o senador Kerry convoca uma coletiva para questionar a credibilidade dele”, disse Bush, em um evento de campanha no Estado de Wisconsin.

“Você não pode liderar este país se os seus aliados nos Iraque sentem que você está questionando a credibilidade deles”, concluiu o presidente.

Cheney e Edwards

O vice-presidente Dick Cheney lançou, pelo segundo dia consecutivo, duros ataques contra Kerry por conta das observações a respeito de Allawi.

“Eu fiquei chocado com a total falta de respeito do senador John Kerry por este homem (Allawi) de coragem. Iyad Allawi é nosso aliado e está ao nosso lado na guerra contra o terror”, disse Cheney, em um evento de campanha na Louisiana.

“O senador John Kerry está tentando destruí-lo (Allawi) e jogar no lixo tudo de bom que ele promoveu. São palavras destrutivas”, declarou o vice-presidente.

Já o candidato a vice da chapa democrata, John Edwards, preferiu atacar, por meio de uma nota divulgada pelo site da campanha, as posições segundo eles contraditórias demonstradas por Bush e seus aliados.

“Nas últimas 24 horas, o presidente, o vice-presidente, o secretário de Defesa e o subsecretário de Estado entraram todos em contradição ap se referir às eleições no Iraque”, disse Edwards, antes de citar trechos de declarações das quatro autoridades na mensagem.

As declarações mostram que, enquanto Bush disse que eleições serão realizadas em janeiro no Iraque, seu vice, Dick Cheney, disse que a data das eleições será uma decisão iraquiana. E, enquanto o secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, admite a realização de eleições “limitadas” no país, o subsecretário de Estado, Richard Armitage, disse que elas deveriam ser abertas a todos os cidadãos iraquianos.


*Colaborou Rafael Gomez, de Miami

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