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Crise humana mata dez mil por mês no Sudão, diz OMS | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que até dez mil pessoas estão morrendo por mês na província sudanesa de Darfur, apesar de grandes esforços internacionais para levar ajuda à região. A OMS realizou uma pesquisa para apurar a taxa de mortalidade entre as pessoas que tiveram que deixar suas casas. Muitas das vítimas são crianças, diz a OMS. Segundo a organização, elas morrem de males que podem ser tratados, como a diarréia. Agências de ajuda humanitária da ONU trabalham intensamente em Darfur há meses, mas o número de mortes entre os cerca de 1,2 milhão de deslocados supera o que é considerado "emergência". A OMS define como "crise humana" a situação em que ocorre diariamente uma morte a cada dez mil pessoas. Em Darfur Ocidental, a mortalidade é três vezes mais alta. A pesquisa da OMS feita no norte e oeste de Darfur e analisou dados entre junho e agosto deste ano. Condições sanitárias Superlotação e condições sanitárias precárias nos acampamentos de refugiados são a causa primordial de doenças e morte. Mas a OMS também ouviu relatos de mortes por violência, particularmente entre homens entre 15 e 49 anos de idade. A OMS diz que os esforços humanitários até agora impediram a ocorrência de um índice de mortalidade ainda maior, mas milhares de pessoas continuam a morrer sem necessidade. A ONU está pedindo à comunidade internacional que disponibilize mais recursos para Darfur. Até agora as agências de ajuda humanitária receberam apenas a metade dos recursos de que necessitavam. A ONU diz que "a falta de recursos será medida pela perda de vidas humanas". |
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