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Kerry ganharia em 35 países, inclusive o Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma pesquisa de opinião pública internacional feita em 35 países sugere que John Kerry venceria fácil as eleições presidenciais nos Estados Unidos se não fossem os americanos, e sim cidadãos estrangeiros, que estivessem indo às urnas. No Brasil, a pesquisa, feita pela empresa GlobeScan, mostra grande dianteira de Kerry. O candidato democrata teve a preferência de 57% dos entrevistados, e George W. Bush foi citado por outros 14%. O presidente foi preferido pela maioria dos entrevistados em apenas três dos 35 países pesquisados – Polônia, Filipinas e Nigéria – enquanto Kerry “ganhou” em 30. Em duas nações, os dois candidatos ficaram empatados. Segundo a pesquisa, Kerry teria, em média, nestes países, – entre os quais estão as 20 maiores economias do mundo e diversos dos aliados americanos na guerra contra o Iraque - 46% dos votos, enquanto Bush receberia 20%. Cerca de um terço dos 34 mil entrevistados não soube responder ou não vê diferença entre os candidatos.
Numa pesquisa complementar – feita com eleitores americanos - 70% dos americanos disseram ver com preocupação o fato de pessoas em outros países terem sentimentos negativos sobre os Estados Unidos. Apenas 25% delas, no entanto, admitem que opiniões de estrangeiros possam influenciar sua escolha de candidato para as eleições de novembro. Pouca influência “Para a política americana, o dado mais importante que colhemos desta pesquisa, é que o que pensa a opinião pública internacional não tem influência sobre o eleitor americano”, diz o diretor do Programa de Atitudes Políticas Internacionais (Pipa, na sigla em inglês), - a instituição que encomendou a pesquisa – Steven Kull. Nos Estados Unidos, 18% dos eleitores disseram que poderiam ser influenciados a seguir a opinião internacional. Outros 7%, no entanto, indicaram que tenderiam a não apoiar um candidato visto com simpatia pelos estrangeiros. “Há uma pequena tendência de aderência à opinião pública internacional que, em teoria, beneficia John Kerry. Mas são números muito pequenos e não devem ser exagerados”, adverte Kull. A pesquisa feita pela GlobeScan – que conta com uma rede de empresas pesquisadoras associadas em 40 países – não incluiu nações árabes. Entre os países majoritariamente islâmicos, estão o Cazaquistão (40% para Kerry e 12% para Bush) e a Indonésia (57% para Kerry e 35% para Bush).
“Fazer pesquisas em países árabes não é fácil e, como somos especializados em pesquisas comerciais, nossos parceiros não estão concentrados naquela região”, diz o presidente da GlobeScan, Doug Miller. “Mas estudos anteriores feitos por instituições como a Pew (um respeitado centro de pesquisas conservador, de Washington) mostram que no Oriente Médio a rejeição a Bush deve ser ainda maior”, observa o pesquisador. Aliados A rejeição ao presidente Bush é grande tanto nos países aliados aos Estados Unidos na guerra ao Iraque quanto nas nações que se opuseram ao conflito. Entre os aliados americanos na guerra no Iraque, Kerry sairia vitorioso na Grã-Bretanha (47% a 16%), na Noruega (74% a 7%, a maior diferença), na Espanha (45% a 7%), na Holanda e no Japão (43% a 23%), entre outros. O democrata também sairia claramente vitorioso nos dois países que lideraram a oposição ao conflito Iraque: França (64% a 5%) e Alemanha (74% a 10%). Bush só receberia a maioria absoluta nas Filipinas (57% para o presidente contra 32% para Kerry), mas também teve bons resultados na Polônia (31% a 26%) e na Nigéria (33% a 27%). “Desde o início da guerra ao terrorismo, o governo dos Estados Unidos tem trabalhado muito com o governo filipino no combate aos grupos terroristas locais. Isso pode ter aumentado a simpatia pelo presidente Bush e impulsionado seu melhor resultado nesta pesquisa”, observa Steven Kull. |
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