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Bush admite ao 'NYT' erro de cálculo no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente americano, George W. Bush, admitiu pela primeira vez que ele cometeu um "erro de cálculo" sobre quais seriam as condições do Iraque pós-guerra. Bush disse ao jornal The New York Times que o erro foi um subproduto da "rápida vitória" no conflito inicial. Os soldados de Saddam Hussein desapareceram nas cidades, permitindo a eles que preparassem uma rebelião contra as tropas americanas muito mais rápido do que Washington imaginava, disse ele. Bush disse ainda ao jornal que o candidato democrata à presidência, John Kerry, não mentiu sobre seus feitos na Guerra do Vietnã. Flexibilidade Sobre o Iraque, Bush disse que a estratégia americana foi ser "flexível o suficiente" para responder à insurgência, e disse que mesmo agora "ainda estamos nos ajustando às condições" em locais como Najaf, onde um acordo fechado na quinta-feira à noite pôs fim à violência entre tropas americanas e milícias xiitas. Mas Bush evitou discutir com o jornal outros possíveis erros no Iraque. Ele disse que, assim como o pai dele, o ex-presidente George Bush, ele tem resistências a repensar as decisões. Em outra entrevista ao jornal USA Today, ao responder sobre como o número de quase mil soldados americanos mortos no Iraque poderá afetar suas chances na eleição, Bush disse que "o presidente tem que tomar decisões difíceis". "Meu trabalho é enfrentar os problemas e não passá-los adiante. E o povo americano tem me visto tomar decisões duríssimas. Isso vai ter que fazer parte do processo de decisão dos eleitores." John Kerry Sobre o opositor John Kerry, Bush evitou comentar a campanha publicitária veiculada na TV americana e paga por um grupo de veteranos que acusa o candidato democrata de ter conseguido sua medalha no Vietnã de maneira desonesta. Mas Bush ressaltou que ele também foi vítima do mesmo tipo de campanha de grupos de interesse político - chamados comitês 527, por conta de um código de impostos que se aplica a este tipo de organização - que atacam Kerry. "Eu entendo como o senador Kerry se sente. Também já fui atacado pelos 527s", disse ele. Bush acrescentou que mais cedo conversou com o senador John McCain e concordou em unir-se a ele em uma ação judicial contra a Comissão Federal Eleitoral para proibir esses grupos. Os feitos de guerra de Bush e Kerry se tornaram ponto-chave na campanha eleitoral para a presidência. Coréia do Norte e Irã Sobre o meio ambiente, Bush pareceu não estar familiarizado com o relatório do governo entregue nesta semana ao Congresso, que indica que as emissões de dióxido de carbono são a única explicação possível para o aquecimento global dos últimos 30 anos, disse o jornal. No passado, Bush disse que não havia nenhuma explicação conclusiva para as causas do aquecimento global. Quando o repórter perguntou por que a administração americana mudou de idéia em relação as causas do aquecimento global, Bush respondeu: "Mudamos? Acho que não". Sobre a Coréia do Norte e o Irã, Bush disse que não vai se apressar em estabelecer prazos para que os países se desarmem. Segundo o jornal The New York Times, Bush havia dito que não "toleraria" capacidade nuclear em nenhum dos dois países, mas não definiu o que ele quis dizer com a "tolerância". "Estou confiante de que com o tempo isto vai funcionar - Eu certamente espero que funcione", disse ele sobre o atual processo diplomático com os dois países. |
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