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Quando eu crescer... | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Quando eu crescer, quero ser policial ou bombeiro. Era o que, nós meninos, dizíamos quando os adultos nos perguntavam o que você quer ser quando crescer. Hoje, no Rio ou em São Paulo, criança que quiser ser policial vai parar no psiquiatra. Em Nova York quando a polícia ou o corpo de bombeiros abre inscrição há uma corrida pelos empregos. No último teste do corpo de bombeiros, 7 mil se inscreveram para 500 vagas. Moro num prédio com dez apartamentos. Minha vizinha de cima é uma milionária que costuma aparecer na lista das 10 mulheres mais influentes no mundo da informática. O vizinho de baixo é um bombeiro. Ganha R$ 24 mil por mês e tem horários tão flexíveis que fez um curso de eletricista, uma profissão que paga ainda mais do que apagar incêndios. Em breve, depois de 20 anos de serviço, ele vai se aposentar com um salário e meio e trabalhar como eletricista. Policiais de Nova York ganham um pouco menos mas não ganham mal. Começam com R$ 11 mil por mês, mais do que o salário inicial de um professor universitário que fez três anos de mestrado e quatro de doutorado. Comparado com jornalistas, são profissionais ricos. Os policiais em geral começam suas carreiras com 21 anos e podem se aposentar aos 41, com uma pensão de US$ 1,7 milhão. Equivale a um salário e meio para o resto da vida. Além disso, os policiais têm os melhores planos médicos e dentários da cidade e uma das vidas mais seguras do mundo. Sem incluir os 23 que morreram em 11 de setembro de 2001, desde a criação da polícia de Nova York há quase 200 anos, morreram menos policiais assassinados do que policiais do Rio só nos primeiros seis meses deste ano. Mas os policiais nova-iorquinos não estão felizes. Neste momento ameaçam entrar em greve por melhores salários. |
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