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Adiós Muchachos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Há trinta anos uma ONG porto-riquenha processou Nova York, exigindo que a cidade oferecesse educação bilíngüe nas escolas públicas. Ganhou no tribunal. Na época, a decisão pareceu e foi comemorada pelos liberais como uma importante conquista de direitos humanos. Os consevadores criticaram a decisão porque além de encarecer a educação, eles achavam que atrasava e até impedia o processo de assimilação dos imigrantes latinos. No seu novo livro, Quem Somos Nós, o historiador Samuel Huntington reforçou a noção que os latinos representam uma ameaça aos valores americanos porque resistem à americanização e um dos principais sintomas dessa resistência é o apego dos latinos à lingua espanhola e a falta de interesse pelo inglês. O professor Huntington, de Harvard, virou um nome internacional quando muitas de suas previsões de um conflito entre a civilização ocidental com o mundo islâmico foram e continuam sendo confirmadas. O livro dele, Choque de Civilizações, um best-seller mundial, foi publicado há dez anos. Apesar do prestígio criado pelo "choque", o novo livro de Huntington sobre a ameaça latina tem sido recebido com ceticismo. O número de voluntários latinos entre as tropas americanas no Iraque contraria a acusação de falta de patriotismo dos latinos feita por Huntington. Além disso, na segunda geração de imigrantes latinos, dois terços deles já squeceram o espanhol. A comunicação entre avos e netos é precária e a culpa não é dos americanos. Nas escolas primárias de Nova York, por exemplo, os pais latinos, mesmo aqueles que não sabem falar inglês, neste momento estão brigando com o governo porque não querem mais seus filhos nas salas de educação bilíngüe. O que interessa é o inglês, e o espanhol que se dane. |
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