|
O ódio nosso de cada dia... | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
No Brasil conheço algumas pessoas de famílias até boas, como a minha, que odeiam Bush a ponto de torcer para Osama bin Laden e seus terroristas. Não é um privilegio brasileiro. Em vários países o ódio a Bush agora faz parte do credo de cada dia. Os americanos não torcem para o inimigo, mas desde os tempos de Nixon não me lembro de democratas e republicanos tão politicamente envenenados. Os presidentes republicanos Gerald Ford, Bush pai e Ronald Reagan inspiravam antipatias e deboches partidários entre os democratas, mas Reagan conseguiu vencer em 49 dos 50 Estados. Milhões de democratas votaram nele. Foi durante o governo Clinton que o ódio republicano chegou à flor da pele e agora Bush conseguiu fazer o mesmo com os democratas. Conheço parentes e amigos que estão com relações rompidas ou congeladas por causa do presidente. Três respeitáveis acadêmicos, Morris Fiorina e Jeremy Pope, de Stanford, e Samuel Abrams, de Harvard, afirmam que esta polarização do país é superficial e passageira. Os argumentos estão no livro Guerra Cultural? O mito da América Polarizada. Eles afirmam que nas questões que tradicionalmente dividem o país, a maioria dos eleitores estão do mesmo lado. Controle de armas, aborto, impostos, pena de morte, casamento gay, quotas raciais são problemas mais permanentes e inspiram polêmicas mas não ódio e divisão cultural. A decisão de invadir o Iraque pode derrotar Bush mas os três analistas dizem que é uma questão temporária. Vai desaparecer com o fim da guerra e menos ideologia em Washington. Talvez. O Fahrenheit de Michael Moore queima os republicanos. O vice-presidente Cheney usa o mais vulgar dos palavrões para insultar um senador democrata dentro do Senado. Neste momento, o ódio americano está muito bem nutrido. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||