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Lucas Mendes: Flip flop | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Há um ano, quando a guerra no Iraque azedou, espalhei que o presidente Bush ia perder esta eleição. Não sabia para quem. Quando o senador Kerry assumiu a lideranca nas primárias, apostei minhas fichas nele e reforcei a aposta durante a convenção democrata. Ontem, a caminho da convenção republicana, ruminando sobre os discursos e sobre o quadro geral a dois meses da eleição, fiz um flip flop. O presidente Bush está cada dia com mais cara de vencedor. Ou, melhor ainda, o senador está com cara de perdedor. Os republicanos batem com muita firmeza na tecla do candidato flip flop. O senador não está conseguindo se livrar da reputação de homem indeciso, sem convicções firmes, que muda de opinião conforme a conveniência. Um homem flip flop. A parte mais pesada desta campanha é sobre o comportamento dele no Vietnã, tanto como herói de guerra como da anti-guerra. Os comerciais contra Kerry são tão eficientes que ninguém mais questiona o fato de Bush ter escapado da Guerra do Vietnã ou sua misteriosa atuação na Guarda Nacional. Estrategistas democratas acham que a campanha de ataque ao comportamento de Kerry no Vietnã pode sair pela culatra e comprometer o presidente Bush. Entre os líderes da campanha democrata há conflitos sobre como reagir. Um grupo insiste em manter o senador acima do tiroteio, mas os que querem vê-lo responder ataques com ataques estão ganhando terreno porque as pesquisas recentes favorecerem o presidente. O senador está de férias surfando em Massachussetts. Nas suas campanhas anteriores, não respondeu a ataques com ataques, mas este não seria seu primeiro flip flop. |
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