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Acordo é 'indispensável' para Argentina, diz Rato | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O diretor-gerente do FMI, Rodrigo Rato, disse nesta terça-feira em Buenos Aires que um acordo da Argentina com seus credores é “indispensável” para que o país volte a crescer de forma sustentável e atrair investimentos. "É importante que a Argentina recupere sua normalidade com os mercados financeiros, que normalize seu acesso aos mercados financeiros e por meio deles gere empregos e diminua a pobreza", cobrou Rato. Em encontros com o presidente argentino, Néstor Kirchner, com o ministro da Economia, Roberto Lavagna, e com o presidente do Banco Central argentino, Alfonso Prat-Gay, Rato discutiu a questão da dívida e ouviu das autoridades argentinas o pedido de adiamento de parte dos vencimentos que o país tem com o fundo neste ano. "Prometemos analisar esse pedido", disse ele. Dívida Segundo assessores da Casa Rosada, no encontro com o diretor do Fundo, Kirchner se comprometeu a pagar até janeiro uma parcela de US$ 1,4 bilhão ao organismo multilateral de crédito, evitando que o país caia em moratória também com o FMI. Mas Kirchner pediu refinanciamento de outros US$ 1 bilhão da dívida que também vence este ano, com o Fundo. Segundo versões que circularam no governo federal, Rodrigo Rato teria pedido a Kirchner maior superávit fiscal para o ano que vem, o que obrigaria redução nos gastos do país.
Assessores da Casa Rosada afirmaram que esse foi um momento de tensão do encontro, o que não foi confirmado por auxiliares do Fundo. Kirchner teria descartado a possibilidade de elevar a meta atual de 3% deste superávit. "De jeito nenhum. Dessa meta, não passamos", teria afirmado. Giro A capital argentina foi a primeira escala da visita do número um do FMI a países da América do Sul. Antes de chegar ao Brasil, na quinta-feira, Rato irá visitar também o Uruguai e o Chile. Quando perguntado pela BBC Brasil sobre a possibilidade de a moratória argentina abrir precedente para outros países e sobre quais são, na opinião dele, as diferenças entre as economias entre Brasil e Argentina, Rato respondeu: “Esperemos que a Argentina atinja a normalidade que já existe em outros países da América Latina”. A Argentina está sendo considerada a parte mais delicada desta primeira viagem de Rato à região. Tanto Kirchner quanto o ministro Lavagna dispararam críticas públicas ao organismo multilateral de crédito, antes de pedirem, oficialmente, a suspensão da revisão das metas do acordo em vigor, assinado no ano passado. A visita de Rato a Buenos Aires foi marcada por protestos, convocados para mostrar repúdio à presença do diretor-gerente no país e para pedir a libertação de um líder manifestante preso na semana passada. |
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