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Americano 'teme ser bode expiatório' por Abu Ghraib | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um investigador do caso de tortura de iraquianos na prisão de Abu Ghraib disse a um tribunal militar que o americano Charles Graner, acusado de ter liderado os abusos, teme ser transformado em "bode expiatório" da história. Graner, um reservista da polícia militar americana, é acusado de crueldade e de ter praticadio maus tratos aos prisioneiros em Bagdá. Presente no tribunal onde se realizam as audiências preliminares sobre o caso nesta segunda-feira, Graner manteve uma fisionomia "impassível" enquanto escutava as acusações. A corte militar dos Estados Unidos na cidade alemã de Mannheim também está avaliando denúncias de atos indecentes e abusos sexuais. Fotos O tribunal determinará se o caso apresentado contra ele e outros três militares que participaram do escândalo de Abu Ghraib é verdadeiro e se eles devem ou não ser levados a julgamento. Graner aparece em fotos nas quais parece estar humilhando os prisioneiros iraquianos. Grande parte do debate nos procedimentos iniciais ficou centrado na validade dessas imagens. Advogados de defesa também argumentaram que as provas contra seu cliente foram obtidas de maneira ilegal e deveriam ser desconsideradas. Segundo a defesa de Graner, os investigadores não leram para o seu cliente os direitos previstos por lei antes de fazer buscas em seu quarto e confiscar câmeras digitais e um computador. O principal investigador disse à corte militar que sua equipe agiu corretamente. E acrescentou que, durante as buscas por provas, Charles Graner falou pouco, mas disse acreditar que seria usado como "bode expiatório". |
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