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Relatório sobre Abu Ghraib deve acusar mais soldados | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O novo relatório militar americano sobre o abuso contra detidos na prisão iraquiana de Abu Ghraib deve implicar pelo menos outros 12 funcionários, disseram membros do governo dos EUA sob a condição de anonimato. Ele também vai criticar a liderança de altos funcionários no Iraque, mas absolvê-los, assim como o Pentágono, de ordenarem os abusos. O relatório deve ser divulgado ao Congresso na semana que vem. No momento, ele está sendo revisado internamente. Até agora, sete soldados americanos foram acusados pelos incidentes. Críticos O escândalo veio à tona há alguns meses quando foram divulgadas imagens de militares abusando, atacando e humilhando sexualmente prisioneiros iraquianos. O correspondente da BBC no Pentágono, Nick Childs, disse que acredita que o mais alto funcionário a ser acusado diretamente será o coronel responsável pelo serviço de coleta de informações dentro da prisão. O relatório também vai dizer que altos funcionários no Iraque não mostraram liderança ou capacidade para tomar conta de centros de detenção e, sendo assim, podem ter ajudado a criar as condições para o abuso. Críticas vão também ser feitas aos médicos americanos presentes na prisão. Childs disse que o relatório pode espalhar as trocas de acusações de uma maneira mais ampla do que o Pentágono gostaria. Ele disse, entretanto, que as conclusões não devem satisfazer os críticos ou oponentes da administração, que dizem que a responsabilidade vem de cima, incluindo o presidente George W. Bush e o secretário de Defesa, Donald Rumsfeld. |
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