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Atualizado às: 19 de agosto, 2004 - 19h15 GMT (16h15 Brasília)
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ONU lembra atentados à sua sede no Iraque
Kofi Annan
Annan disse que o ataque foi "um golpe único"
O Secretário Geral as Nações Unidas, Kofi Annan, falou sobre a grande perda que foi para ele a morte das 22 pessoas, incluindo o brasileiro Sérgio Viera de Mello, no atentado à sede da ONU em Bagdá

Annan esteve presente no principal de uma série de eventos, em Genebra, para lembrar o aniversário de um ano do ocorrido.

Ele disse que os atentados mostraram que “alguns estão determinados a se opor ao nosso trabalho a qualquer custo.”

“Mas nossa convicção na causa da paz não diminuiu.”

Perigo novo

Após o discurso de Annan, parentes das vítimas acenderam velas para homenageá-los.

Annan descreveu o ataque, que levou à saída da ONU do Iraque, como um “assassinato a sangue-frio”, e disse rezar para que os responsáveis sejam punidos.

“Eu posso apenas imaginar a força e a coragem que vocês devem possuir para ter suportado tudo”, disse ele aos familiares.

Ele disse que o ataque foi “um golpe único” para a organização, que teve que se “defrontar com uma nova e intimidadora forma de perigo”.

Mello

“Perdi 22 amigos maravilhosos, talentosos e generosos.”

“Ninguém tem idéia do impacto que esse evento trágico teve em mim, talvez apenas minha esposa”, disse ele.

Eventos para lembrar o aniversário também aconteceram em Amam, na Jordânia e Nova York.

Entre os mortos estava o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, que liderava a missão. Ele era amplamente respeitado por seu trabalho em áreas como o Timor Leste e o Kosovo.

A mãe de Mello, Gilda, sua viúva Annie e os filhos Adrien e Laurent estiveram presentes na cerimônia de Genebra.

“Vim para representar meu filho. Ele teriam me dito que eu sou muito velha para viajar”, disse Gilda Vieira de Mello, que afirmou não embarcar em um avião há 17 anos.

“Quero saber da ONU como essa tragédia pôde ter acontecido, por que não havia mais segurança. Eu quero a verdade e justiça para meu filho. Ele deu sua vida”, disse ela.

Nova missão

Não está claro ainda quem estava por trás dos atentados de 2003, batizados por funcionários da ONU como “o nosso 11 de setembro”, se referindo aos ataques de 2001 nos Estados Unidos.

O militante jordaniano Abu Musab Al-Zarqawi, acusado pelos EUA de ser responsável por vários atentados e sequestros no Iraque, assumiu a autoria, o que não foi confirmado.

Um relatório publicado no início do ano criticou as medidas de segurança da ONU e levou a demissão de um funcionário da organização.

Na semana passada, a ONU mandou uma pequena equipe ao Iraque, mas Annan disse que ainda é muito perigoso retaurar uma presença completa no país.

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