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ONU homenageia vítimas do ataque que matou Vieira de Mello | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A ONU realiza nesta quinta-feira uma série de eventos para lembrar o aniversário de um ano do atentado contra a sede da organização em Bagdá, no Iraque. O ataque deixou 22 mortos, incluindo o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, chefe da missão da ONU no Iraque. Vieira de Mello também havia coordenado atividades da organização no Timor Leste e em Kosovo. A mãe do brasileiro, Gilda Vieira de Mello, a viúva, Annie, e os dois filhos, Adrien e Laurent, participarão da principal cerimônia do dia, em Genebra. Durante o evento, uma placa de recordação será dedicada às vítimas do atentado. "Eu vim para representar meu filho. Ele teria dito que eu estou muito velha para viajar", disse Gilda, que afirma ter entrado em um avião pela primeira vez em 17 anos para assistir à cerimônia. "Quero saber da ONU como essa tragédia pôde acontecer, por que não havia mais segurança. Eu quero verdade e justiça pelo meu filho. Ele deu a sua vida", acrescentou a mãe de Vieira de Mello. A cerimônia em Genebra será comandada pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annan. Outros eventos também serão realizados em Amã, na Jordânia, e em Nova York. Investigação Na quarta-feira, Kofi Annan teria participado de um encontro privado com os parentes das vítimas e com sobreviventes do atentado. A identidade dos responsáveis pelo atentado contra a ONU permanece desconhecida. O ataque é lembrado pelos funcionários da organização como "o nosso 11 de Setembro", em uma referência aos atentados ocorridos em 2001 nos Estados Unidos. O militante jordaniano Abu Musab Al-Zarqawi – acusado pelos Estados Unidos de ser o responsável por diversos ataques e seqüestros no Iraque – assumiu que estava por trás do atentado, mas há poucas informações sobre a veracidade de suas declarações. Um relatório sobre o ataque, publicado no início do ano, provocou a demissão de um funcionário do alto escalão da ONU e o rebaixamento de cargo de um outro. O documento dizia que o esquema de segurança da organização antes do atentado "não era funcional". Os parentes de algumas vítimas pediram que as conclusões de uma investigação do FBI sobre o ataque sejam liberadas para o público. Na semana passada, uma pequena equipe da ONU, liderada pelo ex-diplomata paquistanês Ashraf Jehangir Qazi, retornou ao Iraque, mas Annan afirma que ainda é muito perigoso para a organização restabelecer uma forte presença no país. |
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