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Dividida, Venezuela aguarda resultado do referendo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Venezuela aguarda dividida o resultado do referendo que determinará o futuro do mandato do presidente Hugo Chávez. As zonas eleitorais foram fechadas logo após a meia-noite, no horário local (1h em Brasília), e líderes e simpatizantes dos dois lados do espectro político já comemoravam uma vitória por antecipação. Monitores internacionais dizem que o referendo deste domingo aconteceu de forma pacífica. Mas, mesmo assim, há informações de que duas pessoas teriam morrido e cerca de doze ficaram feridas em diferentes locais de votação. O referendo encerra uma disputa que dura desde abril de 2002, quando, após um golpe que tirou Chávez do poder por dois dias, a oposição começou a pedir que o mandato do presidente fosse colocado à prova em um plebiscito. Para vencer a disputa e tirar Chávez da Presidência, a oposição precisa ter no mínimo mais de 3.757.773 votos (o número obtido por Chávez nas eleições de 2000). Apuração Esperava-se que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) levasse de duas a três horas para divulgar o resultado após ao final da votação. No entanto não se sabe se isso ocorrerá. Por lei, o resultado tem que sair em três dias, porém, há uma grande expectativa de que os resultados saiam o mais rápido possível. Ao longo da semana que antecedeu o referendo, a oposição ameaçou apresentar seus próprios levantamentos caso o resultado oficial demore muito. O governo, os membros da CNE e os observadores internacionais pediram para que não se divulguem dados que não os oficiais. Filas O prazo inicial para o fechamento das zonas eleitorais era às 16h, mas o grande volume de eleitores e o atraso no processo acabou levando a sucessivos adiamentos. O presidente do CNE, Jorge Rodriguez, afirmou que o motivo da persistência das filas “se deve ao nível histórico de comparecimento às urnas”. Tanto o governo quanto a oposição pediram que os eleitores tivessem paciência e aguardassem nas filas quilométricas. Em Caracas, o ex-presidente americano, Jimmy Carter, que dirige uma organização em prol da democracia mundial, disse que nunca viu um comparecimento tão elevado às urnas. A expectativa é que a abstenção fique abaixo de 20%. A título de comparação, na eleição de Chávez, em 2000, esse nível ficou em 40%. A Constituição venezuelana, alterada pelo próprio Chávez em 1999, permite o plebiscito para todos os cargos eleitos a partir da metade do mandato. A oposição venezuelana acusa Chávez de se comportar como um ditador. Ele também é acusado pelos problemas econômicos do país. |
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