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Oposição acusa Chávez de provocar filas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A oposição venezuelana está acusando o governo de Hugo Chávez ter provocado a demora na votação do referendo deste domingo para desestimular a votação. “Há algo mais grave do que incompetência. Este sistema foi desenhado para ser lento, para tentar evitar que as pessoas votem”, afirmou Jesus Torrealba, um dos principais porta-vozes da Coordenação Democrática, movimento que reúne os partidos e grupos de oposição. Para ele, o governo está com medo da resultado e estaria tentando parar o processo. A resposta foi dada por Samuel Morcada, um dos dirigentes do comando de campanha em favor de Chávez, chamada de Maisanta. Falta de pessoal “É absolutamente falso que esse processo tenha sido desenhado para fazer com que as pessoas se cansem. Nos queremos que as pessoas votem.” Segundo ele, o atraso na votação foi provocado por uma série de motivos, em especial “o sucesso do processo de refendo”. Além da grande participação, outros problemas teriam sido provocados pela falta de pessoal que foi convocado para trabalhar nas eleições e pela má distribuição de eleitores nas zonas. “Na zona eleitoral que votei existia uma máquina de voto para 3 mil pessoas e outra para apenas 700”, disse Morcada. Uma das principais polêmicas do referendo deste domingo gira em torno do uso de um sistema de identificação de impressões digitais que está sendo utilizado na votação. Além de problemas de funcionamento e operação, o sistema se mostrou lento e tem sido culpado pela demora na votação. Como forma de tentar melhorar o processo, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) decidiu, no meio da tarde de domingo, permitir que as pessoas votassem antes de fazer a identificação. Em um momento de confusão no CNE, chegou-se a anunciar que o sistema seria abandonado totalmente, mas a direção do órgão acabou negando essa mudança. O ex-presidente Jimmy Carter, um dos principais observadores internacionais no país, elogiou o processo na tarde do domingo, afirmando que o CNE “trabalhou muito bem em uma situação muito difício”. Ele também pediu que nenhum meio de comunicação ou parte política faça anúncios sobre os resultados antes dos dados oficiais serem apresentados, algo que a oposição afirmou que poderia fazer. |
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