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Chávez e oposição se dizem confiantes na vitória | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A dois dias da realização do referendo que vai decidir o destino político do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, tanto ele como a oposição se dizem certos da vitória. Em um comício na capital, Caracas, para marcar o fim da campanha para o plebiscito de domingo, o presidente defendeu a sua permanência no cargo. Chávez disse que “é impossível, absolutamente impossível, que ocorra alguma surpresa”, ou seja, que ele perca o referendo. Também em Caracas, a Coordenação Democrática, a frente de oposição ao presidente venezuelano, terminou a campanha com uma grande manifestação e descartou a possibilidade de derrota. O principal líder da oposição, Enrique Mendoza, afirmou que não se poderá evitar uma “avalanche de votos” contra Chávez. “Vamos ganhar com uma grande margem, vamos ter 5 milhões de votos”, afirmou o deputado Carlos Ocavis, do Movimento Primeira Justiça – que faz parte da Coordenação Democrática. Dúvidas A confiança demonstrada pelos dois lados apenas aumenta as dúvidas sobre o resultado efetivo do referendo de domingo. As pesquisas mais recentes – desde de domingo passado não se podem mais divulgar resultados de levantamentos – têm apresentado números próximos e, por vezes, contraditórios. Na semana passada, o jornal El Universal divulgou um levantamento feito pela empresa Félix Seixas, segundo o qual a oposição venceria por 50% dos votos contra 44%, com 6% de indecisos. Mas, poucos dias antes, outro diário, o El Nacional, um jornal claramente oposicionista, divulgou uma pesquisa que dava a vitória para Chávez com 45% dos votos a favor e 34% contra ele. Afora os políticos e os partidários mais entusiasmados, os venezuelanos não arriscam um resultado. Indecisos “A situação ainda está muito indefinida”, diz a cientista política Elza Cardoso, da Universidade Central. Ela diz que o maior problema é o grande número de indecisos que aparece em muitas pesquisas. “Dependendo do levantamento, pode-se chegar até a 30% de indecisos. São eles que vão decidir, e é difícil dizer para que lado eles vão.” Segundo Cardoso, embora boa parte dos indecisos esteja nas classes sociais mais baixas, teoricamente mais inclinadas a votar em Chávez, a crise econômica recente do país pode estar erodindo parte do apoio que o presidente tem entre os pobres. Para Elza, e a maioria dos venezuelanos, a dúvida que hoje marca o país só será respondida definitivamente no domingo. |
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