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Atualizado às: 13 de agosto, 2004 - 15h22 GMT (12h22 Brasília)
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Violência no Iraque tem pouca influência em voto nos EUA

Soldado americano em Najaf
País ainda continua dividido sobre se a guerra foi ou não um erro
O atual confronto nos arredores de Najaf novamente pôs o Iraque nas manchetes – ou perto delas – dos boletins de notícias noturnos dos canais de televisão.

Imagens de batalhas têm lembrado os eleitores americanos que o Iraque ainda não está em paz, apesar da transferência de poder para um governo iraquiano interino no final de junho.

A sabedoria convencional é de que o Iraque pode ser apenas um voto de derrota para o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.

Afinal, segue a sabedoria, você não tende a ganhar uma reeleição nos Estados Unidos se você começa guerras que não têm um bom começo, meio e fim.

Mas as últimas pesquisas de opinião sugerem que a contínua violência no Iraque não está dando a nenhum dos candidatos vantagem ou desvantagem com os eleitores.

Divisão

Levantamentos recentes da Gallup e da revista Time sugerem que o país está até mesmo dividido no caso se o presidente Bush ou John Kerry seriam a melhor pessoa para lidar com o Iraque.

Interessantemente, a pesquisa da Gallup descobre que os americanos não estão convencidos que ambos homens têm um plano claro.

Segundo o levantamento, 42% deram crédito ao presidente por ter tal plano, enquanto apenas 38% disseram que Kerry tinha um.

Em uma certa medida, esses dados não são completamente uma surpresa.

Embora seja verdade que John Kerry gastou muito tempo criticando a política externa de Bush nas últimas semanas, sua política para o Iraque não é radicalmente diferente à do presidente.

 Apesar das recentes pesquisas, ainda há um consenso entre os críticos de que o Iraque tem mais potencial para prejudicar o presidente Bush do que para ajudá-lo.

O senador não é, depois de tudo, um candidato "antiguerra" e não está defendendo a rápida retirada das forças dos Estados Unidos.

O país também permanece muito dividido sobre se a guerra foi ou não, em primeiro lugar, um erro.

Segundo a pesquisa da revista Time, 47% dos entrevistados acharam que foi um erro e o mesmo percentual achou que não foi.

Independentes

A preocupação para Bush, no entanto, é que os números não são tão bons quando a pergunta é feita àqueles que se descrevem nem como democratas nem como republicanos.

Nesse caso, as estatísticas sugerem que 55% dos eleitores independentes consideraram a guerra um erro.

Também não há consenso quando se trata do próximo passo dos Estados Unidos no Iraque.

Uma variedade de pesquisas sugerem que a maioria dos americanos acreditam que as tropas dos Estados Unidos deveriam ficar no Iraque, embora haja um desacordo sobre por quanto tempo.

Apesar das recentes pesquisas, ainda há um consenso entre os críticos de que o Iraque tem mais potencial para prejudicar o presidente Bush do que para ajudá-lo.

Eles argumentam que o Iraque permanece um lugar muito imprevisível onde eventos inesperados, entre agora e o dia da eleição em novembro, deixam o presidente potencialmente muito vulnerável.

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