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Atualizado às: 13 de julho, 2004 - 00h30 GMT (21h30 Brasília)
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Bush defende guerra ao reagir a relatório sobre CIA
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush
A área da segurança está sendo um dos principais temas da campanha presidencial
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, reagiu nesta segunda-feira à recente divulgação de um relatório que criticou a CIA (Central de Inteligência Americana) pelo trabalho de coleta de informações sobre o Iraque nas semanas que antecederam o início da ofensiva contra o país, no ano passado.

Bush reconheceu que não foram encontrados depósitos de armas de destruição em massa no Iraque, como ele alegava que existiam, com base em informações coletadas pela CIA, antes do início da guerra.

No entanto, o presidente voltou a defender a ofensiva, dizendo que teve que lidar com uma escolha: “ou acreditar na palavra de um louco (o ex-líder iraquiano Saddam Hussein) ou defender os Estados Unidos. Se me for dada a possibilidade de escolher, eu sempre vou defender os Estados Unidos”, disse Bush.

Por outro lado, o pré-candidato democrata à presidência dos Estados Unidos John Kerry criticou o presidente, dizendo que as decisões de Bush aumentaram a insegurança dos americanos no mundo.

Líbia

“Não é suficiente apenas fazer discursos – os Estados Unidos ficarão mais seguros apenas quando nós tivermos resultados. Os fatos falam por si; a Coréia do Norte é hoje mais perigosa do que quando este governo começou”, disse Kerry.

No relatório divulgado na semana passada, a CIA foi criticada por exagerar o perigo oferecido pelo Iraque antes da Guerra. A possível existência de armas de destruição em massa em território iraquiano foi a principal justificativa usada por Bush para liderar a ofensiva.

As declarações de Bush nesta segunda-feira foram feitas durante uma visita dele a um depósito no Estado do Tennessee, onde estão sendo mantidos componentes usados no programa de armas de destruição em massa da Líbia. O país entregou o material aos Estados Unidos como forma de reforçar seu compromisso em abandonar seu programa.

De acordo com o correspondente da BBC em Washington Barnie Choudhury, a visita de Bush foi pensada como forma de mostrar que a ofensiva americana contra a proliferação de armas de destruição em massa em todo o mundo está dando resultados.

Choudhury disse que o debate sobre a área da segurança é agora algo central na campanha tanto de Bush quanto de Kerry.

Nesse setor, porém, o correspondente acredita que Kerry está tendo que tomar cuidado para, ao criticar Bush, não soar antipatriótico.


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