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Milhares protestam no Sudão contra tropas estrangeiras | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Dezenas de milhares de pessoas, talvez mais de 100 mil, foram às ruas de Cartum, no Sudão, para protestar contra o envio de tropas estrangeiras à região de Darfur. "Darfur vai virar um cemitério estrangeiro", diziam faixas carregadas pelos manifestantes, segundo o correspondente da BBC no país, Paul Wood. Várias pessoas entrevistadas por Wood afirmaram estar prontas a morrer em uma Jihad se as tropas da Organização das Nações Unidas (ONU) desembarcarem no país. A manifestação foi organizada pelo governo, e vários secretários de Estado e políticos conhecidos participaram do protesto. A ONU exige que o governo sudanês tome providências contra a situação no Sudão, que vem sendo chamada de "a pior crise humana do mundo". Milícias Uma resolução do Conselho de Segurança da ONU deu 30 dias ao governo do país para desarmar as milícias árabes, chamadas Janjaweed, que já expulsaram centenas de milhares de pessoas do oeste do país. No entanto, segundo Paul Wood, a manifestação desta quarta-feira parece reforçar a posição do governo, que só aceita desarmar os Janjaweed se os rebeldes de Darfur também entregarem as suas armas. Enquanto isso, também nesta quarta-feira, começaram os primeiros vôos diretos entre a Itália e Darfur, do programa de alimentação da ONU. Durante quase todo o mês de agosto, dois aviões Hércules C-130 vão se revezar em uma ponte aérea para levar suprimentos para a região, que tem mais de 75 mil pessoas passando fome. Nas últimas semanas, fortes chuvas na região impediram o acesso por terra a várias localidades. |
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