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EUA retiram palavra 'sanções' de resolução sobre Sudão | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os Estados Unidos fizeram alterações em um esboço de resolução sobre a região de Darfur, devastada por conflitos, para agradar os países contrários à punição do Sudão por causa de assassinatos em massa na área. O novo texto não menciona a palavra "sanções" contra o governo sudanês, embora a ameaça esteja mantida. O embaixador dos Estados Unidos na ONU, John Danforth, disse que centenas de pessoas morrem todos os dias por causa do fracasso do governo em controlar os milicianos árabes. Mais de um milhão de pessoas fugiram de suas casas na região de Darfur, no oeste do Sudão. Estima-se que 2,2 milhões de pessoas necessitem urgentemente de alimentos e cuidados médicos. Quase 200 mil pessoas se refugiaram no país vizinho, o Chade. Apelo O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, fez um apelo urgente a líderes europeus, asiáticos e às nações do Golfo Pérsico por mais recursos para aliviar a crise. A ONU disse que recebeu menos da metade dos US$ 349 milhões em ajuda que pediu em março. Annan participa de negociações com 11 chefes de Estado em Gana que têm o objetivo de pôr fim a três dos conflitos no continente. O secretário-geral tentou utilizar as negociações para obter avanços na resolução da crise em Darfur. O embaixador dos Estados Unidos disse que a nova proposta de resolução - em seu quarto esboço - será votada na sexta-feira. Embora ela não inclua mais a palavra "sanções", o novo texto mantém implícito que elas serão impostas se o governo sudanês não controlar a milicia árabe Janjaweed dentro de 30 dias. Danforth disse que o novo texto não enfraquece a proposta. Foi adotado um estilo de linguagem na ONU que indica a possível adoção de sanções. |
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