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ONU dá 30 dias para Sudão agir contra milícia árabe | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução pedindo que o Sudão tome alguma ação para desarmar a milícia árabe acusada de atrocidades em Darfur, no oeste do país, em 30 dias. Votaram a favor da resolução 13 países, entre eles o Brasil. China e Paquistão se abstiveram. As agências de ajuda humanitária que trabalham na região dizem que a resolução "não é forte o suficiente". Os Estados Unidos fizeram questão de que a resolução fosse aprovada pelo maior número de possível de membros do conselho. Sem unanimidade A resolução exige que o Sudão cumpra o que prometeu há um mês e desarme a milícia Janjaweed. Os milicianos são acusados de matar milhares de civis em Darfur e forçar mais de um milhão de pessoas a deixar suas casas. A resolução também pede que o governo sudanês leve à Justiça aqueles que forem responsáveis por atrocidades. Pela resolução, o governo do Sudão tem um mês para mostrar que está atendendo ao pedido ou o Conselho de Segurança poderá estudar a possibilidade de adotar novas medidas em relação ao país. A versão original da proposta dizia que, entre essas medidas, estaria a imposição de sanções. Mas Rússia, China, Paquistão e outros países disseram que deve ser dado ao Sudão mais tempo para cumprir com a resolução, e os americanos concordaram em remover a palavra "sanções". A resolução agora se refere à Carta da ONU, que permite a suspensão de atividades econômicas e diplomáticas, o que, na prática, admite a possibilidade de sanções. O governo do Sudão, no entanto, disse que "teve êxito" quando a resolução foi reformulada. Depois da votação, o embaixador americano na ONU, John Danforth, disse que o governo do Sudão criou uma crise humana e não cumpriu suas promessas. |
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