|
Sudão diz que reagirá se houver intervenção militar | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo do Sudão advertiu nesta terça-feira que poderá retaliar caso tropas internacionais sejam enviadas ao país para intervir no conflito em Darfur. Mais de um milhão de pessoas foram forçadas a abandonar suas casas na região do oeste sudanês, onde milícias árabes, suspeitas de ter o apoio do governo, são acusadas de atacar a população. O ministro do Exterior do Sudão, Mustafa Osman Ismail, disse que o governo é responsável por desarmar as milícias e prender seus membros. “Se nós formos atacados, nós não ficaremos sentados em silêncio”, disse Ismail. “Com certeza esperamos que não cheguemos a essa situação.” Powell O governo do Sudão está sendo pressionado a reprimir as milícias, e uma resolução, prevendo sanções contra o país, está sendo discutida pelo Conselho de Segurança da ONU. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Colin Powell, procurou minimizar a possibilidade de uma intervenção armada no Sudão para conter a crise em Darfur. “Algumas nações foram mais longe e começaram a falar sobre outra ação de natureza militar, mas eu acho que é prematuro”, disse Powell. Por outro lado, o líder do maior grupo rebelde em Darfur – contra qual lutam as milícias árabes – pediu o envio de soldados internacionais à região o mais rápido possível. O ministro do Exterior francês Michel Barnier, está visitando o Chade, um país vizinho ao Sudão que tem recebido grande número de refugiados sudaneses. Durante a visita ele terá conversas sobre a crise com autoridades chadianas e, segundo o correspondente da BBC no Chade, um dos assuntos a ser discutidos será como aumentar a pressão sobre o Sudão. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||