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ONGs criticam formação de 'clube restrito' na OMC | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Organizações Não-Governamentais (ONGs), entre as quais a Oxfam e o Greenpeace, atacaram nesta quinta-feira a falta de transparência nas negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC). A um dia do prazo estabelecido pela entidade para a conclusão das negociações, ativistas alertam que os países em vias de desenvolvimento não podem aceitar um acordo que tenha sido escrito por um "clube restrito" de países, que nos últimos dias se reuniram a portas fechadas em Genebra. Depois de muita discussão, os cinco países "centrais" nas negociações (Estados Unidos, União Européia, Índia, Austráilia e Brasil) concluíram um acordo de princípios sobre o capítulo agrícola, o que abre a possibilidade de que um novo texto seja produzido pela OMC pelos delegados encarregados de mediar as negociações. O novo texto deverá ser publicado ainda nesta quinta-feira, segundo o porta-voz da OMC, Keith Rockwell. Os países, então, terão até sexta-feira para avaliar e aprovar seu conteúdo. 'Irreal' Em entrevista coletiva, entidades que representam a sociedade civil não economizaram críticas aos países que estão liderando o processo. Aileen Kwa, da Global South, acredita que "muitos países temem que o novo acordo seja um pacote que foi acordado entre cinco países". Para Phil Bloomer, chefe de campanha por um comércio justo da Oxfam, não seria realista "pensar que países em desenvolvimento aceitarão assinar um acordo do qual não participaram da elaboração". A queixa contra a falta de transparência da OMC não é nova. Mas Aftab Alam Khan, da ActionAid, lembra que, neste caso, se o texto final do acordo sair de fato na noite desta quinta-feira, os 147 países-membros da organização terão apenas 24 horas para consultar seus governos, analisar de que forma serão afetados e ainda barganhar uma solução para eventuais problemas. No acordo entre os cinco países, ficou estabelecido que alguns subsídios domésticos para o setor agropecuário seriam reduzidos, enquanto outros temas ganhariam um tratamento mais brando, como tarifas e quotas. |
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