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OMC propõe eliminação de subsídios agrícolas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Organização Mundial do Comércio (OMC) apresentou nesta sexta-feira o rascunho que servirá de base para as negociações do acordo de liberalização comercial, propondo eliminações dos subsídios e créditos à exportação agrícola – o que beneficia o Brasil –, mas, por outro lado, indicando que o país terá que fazer concessões para que o acordo seja firmado antes do fim deste mês. O Brasil, por exemplo, teria que eliminar tarifas em algumas áreas do setor industrial, como os eletroeletrônicos – numa compensação pelas vantagens no setor agrícola – contrariando o que defendiam os negociadores do país. Ao mesmo tempo, a proposta atenderia ao pedido do Brasil para que os cortes sejam maiores para as tarifas de importação mais altas. A agência de notícias France Presse diz ter obtido uma cópia do documento, que já teria sido enviado aos 147 países-membros da OMC. Sem comentários A embaixada do Brasil em Genebra confirmou que havia recebido e que estava "estudando" o documento, mas não comentou o assunto. Os subsídios agrícolas estavam entre as principais divergências que impediram um acordo entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, como o Brasil, na reunião da OMC, em Cancún, no México, em setembro do ano passado. A proposta apresentada nesta sexta-feira – a menos de dez dias da próxima reunião da OMC, que começa no dia 27 – seria justamente uma tentativa de equilibrar os divergentes interesses envolvidos. Segundo a agência France Presse, em relação aos subsídios à produção, porém, o rascunho da OMC proporia apenas a regulamentação. Subsídios à exportação A União Européia já havia declarado estar disposta a eliminar subsídios à exportação em maio deste ano, exigindo, no entanto, que Estados Unidos, Canadá e Austrália também eliminassem os seus programas de ajuda a exportadores. Os subsídios à exportação barateiam os produtos, prejudicando a entrada de similares brasileiros em outros mercados. A prática não só deprime os preços no mercado internacional, como efetivamente faz o Brasil perder mercados para os europeus. Esses subsídios, no entanto, são apenas um dos componentes da pauta de negociações de liberalização do comércio. Há ainda os subsídios à produção previstos na Política Agrícola Comum da UE, além de tarifas e cotas de importação que limitam a entrada de produtos no bloco. No total, a UE gasta 43 bilhões de euros (cerca de R$ 129 bilhões), praticamente a metade do seu orçamento anual, em subsídios domésticos e à exportação. |
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