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Atualizado às: 19 de maio, 2004 - 23h29 GMT (20h29 Brasília)
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Investimento estrangeiro caiu 38,8% no Brasil em 2003, diz Cepal

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Em 2003 o Brasil teve o pior desempenho desde o início dos anos 90
O fluxo de investimentos estrangeiros diretos na América Latina e no Caribe continuou a cair pelo quarto ano consecutivo em 2003, e o Brasil é o país da região que apresenta a queda mais acentuada, segundo relatório nesta quarta-feira pela Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (CEPAL).

O documento diz que o Brasil recebeu US$ 10,144 bilhões em investimento direito no ano passado, contra US$ 16,566 bilhões em 2002 – o que equivale a uma queda de cerca de 38,8%.

Apesar disso, o Brasil ainda está em uma posição privilegiada na região, tendo recebido menos investimentos apenas em comparação com o México (US$ 10,731 bilhões em 2003).

A diminuição do fluxo de investimentos estrangeiros na América Latina e no Caribe foi de 19% no ano de 2003. Com esse declínio, a região apresenta o pior desempenho em todo o mundo.

Remessas

A situação foi agravada pelo envio de remessas de lucros ao exterior.

A diminuição dos investimentos variou entre as diversas áreas que integram a região. No México e no Caribe, eles diminuíram menos, enquanto a América do Sul foi a mais afetada.

Nesta sub-região, o fluxo se manteve relativamente estável na Comunidade Andina, mas caiu bastante no Mercosul, em especial no Brasil.

Após alcançarem seu auge no ano 2000, quando chegaram a cerca de US$ 80 bilhões, os investimentos estrangeiros na região alcançaram pouco mais de US$ 30 bilhões em 2003.

O secretário-executivo da CEPAL, José Machinea, disse acreditar que em 2004 a perspectiva não é de crescimento dos investimentos estrangeiros nas grandes economias.

“A minha impressão é que vai acontecer um leve aumento de investimentos estrangeiros em países pequenos e médios”, disse ele.

Machinea disse que a redução dos últimos quatro anos se relaciona com a crise da economia mundial, mas foi agravada em países como Brasil e Argentina pela instabilidade política.

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