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Atualizado às: 31 de julho, 2008 - 12h08 GMT (09h08 Brasília)
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Israel: oposição pressiona por eleições gerais
Binyamin Netanyahu
Binyamin Netanyahu foi o premiê israelense entre 1996 e 1999
O líder do partido de oposição israelense, o direitista Likud, Binyamin Netanyahu, disse que o primeiro-ministro Ehud Olmert deveria convocar uma eleição geral.

Olmert anunciou na quarta-feira que vai deixar o cargo daqui a dois meses, assim que o seu partido, o Kadima, escolher um novo líder.

Netanyahu disse que o governo tinha "terminado sua missão" e era responsável por uma "série de fracassos".

"Este governo encerrou sua missão, independente de quem vai liderar o Kadima", afirmou.

"Todos neste governo são responsáveis por uma série de fracassos. Temos que deixar o povo decidir, através de novas eleições", afirmou.

Uma pesquisa de opinião divulgada pouco antes do anúncio de Olmert sugere que os eleitores israelenses pensam que Netanyahu seria o melhor primeiro-ministro, seguido da ministra do Exterior Tzipi Livni, que é do Kadima.

Eleições internas

O principal parceiro da coalizão de governo do Kadima, líder do Partido Trabalhista e ministro da Defesa Ehud Barak, afirmou que o Kadima pode formar um novo governo sem convocar novas eleições.

As eleições internas do Kadima estão marcadas para o dia 17 de setembro. Tzipi Livni é a favorita para substituir Olmert como líder do partido.

Para a ministra, a decisão do primeiro-ministro foi difícil, porém correta.

Outro concorrente ao cargo de Olmert, o ministro dos Transportes Shaul Mofaz, disse que, se vencer a eleição do partido, acredita que poderá conseguir o apoio necessário para formar uma nova coalizão de governo.

Acusação de corrupção

Olmert, de 62 anos, sofria pressões, algumas de dentro do próprio governo, para renunciar desde que passou a ser investigado por diversas acusações de corrupção, que teriam sido cometidas na época em que ocupou os cargos de prefeito de Jerusalém (1993-2003) e ministro do Comércio (2003-2005).

O primeiro-ministro está sendo investigado por uma série de supostas irregularidades, incluindo ter recebido até US$ 150 mil de forma ilegal.

Olmert não nega que recebeu dinheiro, mas diz que os recursos foram usados legalmente em campanhas eleitorais.

Além das acusações de corrupção, Olmert foi criticado pelo desempenho do Exército israelense na guerra que Israel travou com o Hezbollah no Líbano, em 2006.

Ao falar a repórteres sobre a sua decisão de renunciar, o premiê defendeu os seus dois anos de governo e disse que um acordo de paz com palestinos e sírios nunca esteve tão perto.

Vários analistas dizem que a fragilidade política de Olmert prejudicou gravemente as chances para um acordo de paz com os palestinos até o fim do ano, disse o correspondente da BBC em Jerusalém, Wyre Davies.

Um porta-voz do presidente palestino Mahmoud Abbas disse que o anúncio de Olmert é "uma questão interna israelense" e os negociadores palestinos ainda esperam chegar a um acordo de paz até o fim de 2008.

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