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Premiê israelense chega a acordo para salvar seu governo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, do Partido Kadima, chegou a um acordo na última hora com o Partido Trabalhista para salvar sua coalizão de governo e evitar a convocação de novas eleições. O líder dos trabalhistas, o ministro da Defesa Ehud Barak, concordou em não apoiar um projeto-de-lei da oposição para dissolver o Parlamento. Em troca, Olmert realizará eleições para um novo líder do Kadima até setembro. Analistas acreditam, contudo, que provavelmente ele perderá está posição que tem. Mas, apesar de impopular no momento e de seus rivais no partido, ele aposta que pode sobreviver. O primeiro-ministro israelense está sendo investigado por suposta corrupção. Ele nega ter cometido irregularidades e ainda não foi acusado formalmente. Mas dentro de três semanas, seus advogados devem interrogar o homem que alega que destinou US$ 150 mil para Olmert num financiamento impróprio para a sua campanha. Apesar de se ter chegado a um entendimento, nenhuma das partes sai muito fortalecida. Por um lado, Olmert ganhou tempo mas não resolveu seus problemas fundamentais. Os trabalhistas, por sua vez, mudaram radicalmente de posição - depois de ameaçarem derrubar o primeiro-ministro, mudaram de idéia no último minuto. Ehud Barak pode ter acabado ganhando a imagem de indeciso. Depois de, aparentemente, estar disposto a provocar a antecipação de eleições, ele descobriu que o primeiro-ministro estava preparado para enfrentar o seu blefe. Pesquisas de opinião sugerem que eleições seriam tão ruins para o Partido Trabalhista quanto para o Kadima, dando a vitória ao Likud, de direita. Como as esperanças para a paz no Oriente Médio não são muitas no momento, na verdade nada muda o panorama geral. O que isso faz é sublinhar o fato de que a paz exige liderança forte - em Israel, entre os palestinos e em Washington e, agora, essa liderança está ausente. A próxima eleição em Israel, se não for antecipada por acontecimentos políticos, está programada para 2010. |
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