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Guardas egípcios entram em choque com palestinos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Guardas egípcios entraram em choque nesta terça-feira com centenas de palestinos que tentaram cruzar à força um posto de fronteira fechado entre a Faixa de Gaza e o Egito. Os palestinos, a maioria mulheres, exigem a reabertura do posto de fronteira de Rafah para a passagem de alimentos e outros suprimentos que estão em falta em Gaza devido ao bloqueio das fronteiras do território por Israel. Os policiais egípcios usaram um canhão d’água e deram tiros para o alto para tentar afastas a multidão. Há informações de que pelo menos quatro palestinas e um policial egípcio ficaram feridos no incidente, que aconteceu no mesmo dia em que o governo israelense diminuiu temporariamente o bloqueio. Desde que a facção palestina Hamas (considerada uma organização terrorista por Israel) assumiu o controle da Faixa de Gaza, em junho, o posto de fronteira de Rafah tem passado a maior parte de tempo fechado, por pressão israelense. Caminhões O relaxamento do bloqueio à Faixa de Gaza começou com Israel permitindo que caminhões levando 700 mil litros de óleo diesel industrial entrassem em um terminal de combustível de Gaza. O combustível é destinado à usina de energia de Nusseirat, a única do território. O bloqueio israelense levou na segunda-feira ao fechamento da usina, que depende de combustível vindo de Israel. A Cidade de Gaza ficou às escuras.
Um porta-voz israelense afirmou que o bloqueio, que começou na quinta-feira e gerou críticas da comunidade internacional a Israel, foi suspenso por apenas um dia. Israel fechou pontos de passagem para a Faixa de Gaza em resposta a ataques com foguetes, disparados do território contra o sul de Israel. O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, afirmou que a suspensão temporária do bloqueio é "insuficiente". "Vamos continuar com nossos esforços para conseguir a suspensão total do bloqueio", disse Abbas a jornalistas na cidade de Ramallah, na Cisjordânia. O presidente da Autoridade Palestina condenou os ataques com foguetes contra Israel, afirmando que são "fúteis" e que precisam parar. Também nesta terça-feira, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse que havia pedido ao governo israelense evitasse uma crise humana no território. Ainda nesta terça-feira, o Conselho de Segurança da ONU teve uma sessão de emergência para discutir a situação na Faixa de Gaza. |
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