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Bush diz que 'esta é a hora' para a paz no Oriente Médio | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que "esta é a hora" de se chegar à paz entre israelenses e palestinos, antes do início de uma conferência marcada para esta terça-feira na cidade americana de Annapolis. "A tarefa iniciada aqui em Annapolis será difícil. Estamos no começo e não no fim do processo, e ainda resta muito a fazer", afirmou. "A hora é esta e a causa é justa. Com um duro esforço, sei que as partes envolvidas vão ter sucesso." Bush afirmou ainda que a conferência não tem o objetivo um acordo definitivo de paz entre israelenses e palestinos, mas marcará o início deste processo. Entretanto, horas antes do início do encontro, negociadores israelenses e palestinos ainda não tinham chegado a um acordo sobre como as conversas iriam ocorrer. Expectativas Segundo analistas, Bush espera conseguir uma solução para a situação no Oriente Médio antes de deixar o poder, em 2009. O encontro em Annapolis reúne representantes de mais de 40 países e organizações internacionais, entre eles os líderes palestinos e israelenses, assim como altos membros dos governos da Síria e da Arábia Saudita. No discurso de abertura, adiantado para a imprensa, Bush reconhece que não será fácil criar um Estado palestino para coexistir com o Estado israelense. "O Estado dará aos palestinos a chance de levar uma vida de liberdade, dignidade e propósito", afirmou. "E este Estado ajudará israelenses com algo que eles vêm tentando há gerações: viver em paz com seus vizinhos". As expectativas para o encontro, no entanto, são baixas. O governo Bush espera que a conferência propicie as primeiras conversas de paz entre israelenses e palestinos em sete anos. Outra ambição é criar um programa de encontros para o próximo ano que pudessem levar à criação de um Estado palestino. Antes de chegar a Annapolis, o ministro do Exterior da Arábia Saudita, Saud Al-Faisal, teria dito que o governo Bush havia prometido que as negociações se concluiriam no prazo de um ano. Observadores dizem que o fato de a conferência estar sendo realizada pelos Estados Unidos e contar com a participação de países que não reconhecem Israel pode fazer com que ela fracasse. A ausência do grupo palestino Hamas, designado como uma organização terrorista pelos Estados Unidos, pela União Européia e por Israel, deve pesar contra a reunião. O Hamas controla os assuntos internos da Faixa de Gaza. O grupo disse, na segunda-feira, que não vai se sentir obrigado a cumprir com resoluções tomadas em Annapolis. |
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