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Síria confirma ida a reunião de paz de Annapolis, nos EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo da Síria confirmou neste domingo sua participação na conferência sobre a paz no Oriente Médio na próxima terça-feira, organizada pelos Estados Unidos. A confirmação da presença da Síria é uma boa notícia para os anfitriões americanos, que vinham procurando ampliar ao máximo a presença de países árabes na reunião na cidade de Annapolis, no Estado de Maryland, com o intuito de dar mais peso à conferência. Anteriormente o presidente da Síria, Bashar al-Assad, havia condicionado a presença síria em Annapolis à discussão, durante a reunião, da situação das Colinas de Golã, território invadido por Israel em 1967 e anexado em 1981. Os Estados Unidos não confirmaram se o tema será discutido em Annapolis, o que é rejeitado por Israel. Presença importante A presença da Síria também é considerada importante por conta de sua influência em vários dos pontos considerados críticos para a retomada do processo de paz na região. A Síria, ao lado do Irã, é acusada de dar apoio ao grupo islâmico xiita libanês Hezbollah, que lutou contra a ocupação israelense no sul do Líbano e no ano passado levou Israel a atacar novamente o sul do país, em resposta a ataques com mísseis contra o território israelense. Além disso, a Síria mantém influência sobre o governo do Líbano, apesar da retirada de seus militares e membros dos serviços de inteligência do território libanês, no ano passado. Membros do governo sírio foram acusados por uma comissão da ONU de planejar e ordenar os assassinatos de diversos líderes cristãos libaneses, incluindo o ex-premiê Rafik Hariri. A Síria nega as acusações. Arábia Saudita Na sexta-feira, a Arábia Saudita também havia anunciado sua participação no encontro, com o envio a Annapolis de seu ministro das Relações Exteriores, o príncipe Saud al-Faisal. A Arábia Saudita não tem relações diplomáticas com o Estado de Israel e vinha exigindo que os israelenses fizessem concessões aos palestinos antes de concordar em participar da reunião da semana que vem. Durante encontro no Cairo, na semana passada, os países da Liga Árabe decidiram, em conjunto, enviar seus ministros ao encontro. Segundo a repórter da BBC no Cairo Heba Saleh, os países árabes permanecem céticos em relação à disposição israelense de fazer concessões para permitir um acordo de paz. No entanto, aparentemente eles decidiram que mesmo uma reunião com falhas é melhor do que a paralisia dos últimos sete anos no processo de paz, disse Saleh. |
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