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É hora de criar Estado palestino, diz Rice | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse nesta segunda-feira que chegou a hora de ser criado um Estado palestino e que as atuais negociações entre Israel e a Autoridade Palestina são o “esforço mais sério dos últimos anos para tentar por um fim a este conflito”. “É hora de se estabelecer um Estado Palestino, e é hora de Israel viver na segurança que virá com um vizinho pacífico e democrático”, disse Rice em Ramallah, na Cisjordânia, em uma coletiva com o presidente palestino, Mahmoud Abbas. A secretária de Estado americana afirmou que, para os Estados Unidos, a solução que compreende os dois Estados vivendo pacificamente, lado a lado, é “absolutamente essencial para o futuro, não apenas dos palestinos e israelenses, mas também para o Oriente Médio e até mesmo para os interesses americanos”. Ela também afirmou que o presidente americano, George W. Bush, deve transformar a busca por uma resolução em uma das prioridades para o resto de seu governo e que ela iria dedicar até “suas últimas energias” para a questão. Seriedade A secretária de Estado disse esperar que israelenses e palestinos cheguem a um acordo sobre um documento a ser apresentado em uma reunião de paz que os Estados Unidos querem realizar em Annapolis, no Estado americano de Maryland, em Novembro. “Esta vai ser uma conferência séria e com conteúdo, na qual avançaremos na causa da criação de um Estado Palestino. Nós, francamente, temos mais o que fazer do que convidar pessoas apenas para uma foto”, afirmou, se referindo às fotos oficiais que geralmente são tiradas em conferências e reuniões de cúpula. Os palestinos dizem que se o documento não for definido previamente, com compromissos específicos e um cronograma, não irão participar do encontro. Já os israelenses não acham necessário que exista um consenso sobre o texto antes da conferência. “Este documento vai estabelecer as bases para as soluções para questões da situação final: Jerusalém, fronteiras, assentamentos, refugiados, segurança, disponibilidade de água e relações bilaterais”, disse Abbas. Jerusalém Também nesta segunda-feira, o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, indicou pela primeira vez que ele estaria inclinado a ceder em um dos pontos mais polêmicos da negociação com os palestinos, a partilha de Jerusalém. Em um discurso no Knesset, o Parlamento israelense, ele questionou a necessidade de Israel ter anexado áreas de maioria palestina ao leste de Jerusalém depois de uma guerra em 1967. “Foi necessário anexar o campo de refugiados de Shufat, Al-Sawahra, Walajeh e outros vilarejos e afirmar que isso também é Jerusalém? Tenho que admitir, pode-se fazer algumas perguntas legítimas sobre isso”, disse. Os palestinos querem que Jerusalém Oriental seja a capital do futuro Estado palestino, mas durante muito tempo as autoridades israelenses vinham se recusando a sequer considerar essa possibilidade. |
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