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Atualizado às: 20 de agosto, 2007 - 17h04 GMT (14h04 Brasília)
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Após euforia na Ásia, bolsa de Nova York oscila
Pedestre passa em frente a um placar eletrônico com indicadores financeiros em Tóquio, nesta segunda-feira
Tóquio teve uma forte reação positiva nesta segunda-feira
A bolsa de Nova York abriu em alta nesta segunda-feira, mas pouco depois passou a operar com instabilidade, alternando altas e baixas.

Segundo analistas, na abertura, os investidores ainda refletiam a decisão de sexta-feira do Fed, o banco central americano, de cortar a taxa de juros que utiliza ao emprestar dinheiro aos bancos. Depois, as incertezas que influenciaram os pregões durante toda a semana passada voltaram a ditar os negócios.

Por volta das 13h30, hora de Brasília, o índice Dow Jones operava em baixa de 0,37%. No mesmo horário, o Nasdaq registrava queda de 0,28%.

O comportamento dos investidores nos Estados Unidos contrastou com a euforia mais cedo na Ásia, onde as principais bolsas registraram fortes altas.

O índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, fechou em alta de 3% depois de ter caído 5,4 % na sexta-feira passada – a pior perda em um só dia dos últimos seis anos.

O índice Hang Seng, da bolsa de Hong Kong, também fechou em alta de 5,9%, e os ganhos foram ainda maiores em Cingapura: 6,1%.

Indicadores

Nos Estados Unidos, alguns indicadores financeiros divulgados nesta segunda-feira, apesar de positivos, não se traduziram em sinais de grande otimismo.

Um grupo de pesquisa, o Conference Board, divulgou uma estimativa de crescimento da atividade econômica de 0,2% para julho. Apesar de positiva, a previsão é abaixo de previsões de analistas.

Por outro lado, a segunda maior cadeia americana de artigos para reformas domésticas, a Lowe's Cos, divulgou um balanço relativo ao segundo trimestre do ano que ficou acima das previsões de Wall Street.

A companhia indicou que pretende abrir mais 40 lojas neste trimestre e que aposta num aumento de 6% nas vendas neste ano.

Em São Paulo, o índice Bovespa seguiu a tendência de alta mais acentuada dos mercados asiáticos e europeus e, por volta das 13h10, operava com ganhos de 0,5%.

 Haverá algum impacto no crescimento, mas nós ainda acreditamos que as perspectivas para a economia mundial são boas
Rodrigo de Rato, diretor-gerente do FMI, sobre a crise nos mercados

O dólar, que permanece acima do patamar de R$ 2, era negociado por volta das 13h40 a R$ 2,045, o que representava uma alta de 0,88%.

Na Europa, a decisão do Fed da semana passada seguiu influenciando os negócios. O índice FTSE, da bolsa de Londres, fechou em alta de 0,24%; o Cac, de Paris, subiu 0,67% e o Dax, da bolsa de Frankfurt, teve alta de 0,4%.

Otimismo

A instabilidade nos mercados reflete incertezas no mercado americano de hipotecas para o público de alto risco – ao qual estão atrelados fundos de vários bancos.

A possibilidade de muitos devedores não pagarem suas dívidas provocou falta de liquidez nos bancos, que pisaram no freio dos empréstimos entre si.

Embora muitos analistas avaliem que a crise deve continuar pelas próximas semanas, alguns nomes de grande influência no mercado vieram a público tentando tranqüilizar os investidores nesta segunda-feira.

Em uma entrevista a uma emissora de rádio, reproduzida na agência de notícias Reuters, a ministra francesa da Economia, Christine Lagarde, disse que acredita que o pior da crise já passou.

"Não descarto que, particularmente nos Estados Unidos, vários fundos se encontrem em dificuldades, mas este é um clássico fenômeno nas finanças americanas, que frequentemente pecam pelo excesso."

Por sua vez, o diretor-gerente do FMI, Rodrigo de Rato, concordou com a previsão de que a crise irá afetar a economia real.

"Haverá algum impacto no crescimento, mas nós ainda acreditamos que as perspectivas para a economia mundial são boas", disse, segundo a Reuters.

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