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Atualizado às: 17 de agosto, 2007 - 12h34 GMT (09h34 Brasília)
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Rússia e China fazem exercícios militares conjuntos
Hu Jintao e Vladimir Putin assistem às manobras
Presidentes acompanharam aviões e tanques de guerra 'combatendo' terroristas
Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Hu Jintao, assistiram nesta sexta-feira a um exercício militar sem precedentes nos Montes Urais, na província russa de Chelyabinsk.

As manobras envolveram seis mil militares, entre russos, chineses e soldados de Cazaquistão, Uzbequistão, Tadjiquistão e Quirguistão.

Esses quatro países integram, junto com Rússia e China, a chamada Organização Xangai para a Cooperação (SCO, na sigla em inglês), uma associação regional dominada por Moscou e Pequim.

"Os exercícios de hoje são um outro passo no sentido de fortalecer as relações entre os nossos países, um passo no sentido de fortalecer a paz e a segurança internacional, e acima de tudo, a segurança dos nossos povos", afirmou Putin, de acordo com a agência de notícias Reuters.

Hu, por sua vez, também elogiou as simulações e disse estar convencido de que vão servir como incentivo à SCO para desempenhar um maior papel no combate ao terrorismo na região.

A organização concluiu sua reunião de cúpula na quinta-feira com uma declaração que foi entendida por analistas como um recado à Otan (aliança militar liderada pelos Estados Unidos) de que deve deixar a região resolver seus próprios problemas de segurança.

"A estabilidade e a segurança na Ásia Central são melhor asseguradas por meio de esforços empreendidos pelas nações da região com base nas associações regionais existentes", dizia a declaração.

'Terroristas' perseguidos

Correspondentes da BBC informam que os exercícios desta sexta-feira, que nunca haviam sido realizados em território russo, ilustram a crescente importância estratégica da Ásia Central, região que enfrenta uma série de ameaças à segurança.

As simulações, na província russa de Chelyabinsk, perto da fronteira com o Cazaquiistão, marcaram o fim das manobras militares que começaram na China há nove dias e foram chamadas de "Missão de Paz 2007".

Durante duas horas, aviões de combate, helicópteros e tanques de guerra perseguiram - e acabaram vencendo - cerca de mil "terroristas" armados que haviam tomado uma "vila" especialmente construída para os exercícios.

Os presidentes de Cazaquistão, Uzbequistão, Tadjiquistão e Quirguistão também assistiram às simulações, que ainda previam "insurgentes" tentando fugir por uma fronteira hipotética.

A Rússia combate militantes separatistas na Chechênia e a China e o Uzbequistão dizem estar combatendo movimentos rebeldes de inspiração islâmica.

Estados Unidos, Rússia e China têm disputado, de forma cada vez mais tensa, o controle sobre as reservas energéticas da Ásia Central. Washington apóia um a construção de oleodutos e gasodutos que "desviem" da Rússia, o que contraria os planos russos de controlar as exportações dos recursos energéticos.

As simulações militares também ocorrem num momento desfavorável nas relações entre Estados Unidos e Rússia, desgastadas pelas críticas americanas à democracia russia e pelas objeções de Moscou aos planos de Washington de construir o escudo anti-mísseis.

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