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Atualizado às: 15 de agosto, 2007 - 18h21 GMT (15h21 Brasília)
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Bolsa de NY oscila após perdas na Europa e na Ásia
Operador da bolsa de valores de Nova York
Para analistas, nervosismo deve continuar nos próximos dias
A bolsa de valores de Nova York teve um começo de quarta-feira conturbado, com forte oscilação de altas e baixas, mesmo depois de o Fed, o banco central americano, anunciar uma nova intervenção e lançar US$ 7 bilhões na economia.

No início do pregão, o índice Dow Jones operou brevemente abaixo da marca dos 13 mil pontos pela primeira vez desde 25 de abril, mas por volta das 15h, hora de Brasília, já registrava alta de 0,63%.

A divulgação do Índice de Preços ao Consumidor americano, que confirmou as expectativas de economistas ao subir 1% em julho, ajudou a amenizar a tensão no mercado.

Isso ficou visível em outros índices, como o Nasdaq e o Standard & Poor’s, que registraram ganhos nas primeiras horas de negócios no mercado nova-iorquino.

Mas isso não se refletiu no Brasil, onde às 15h a Bovespa operava com baixa de 0,37% e o dólar, que chegou a ser negociado a R$ 2, registrava uma alta de 0,5% e era cotado a R$ 1,995.

Baixas em Londres e Paris

Nas principais bolsas da Europa, o quadro mostrou também ser menos alentador do que nos Estados Unidos nas últimas horas de pregão, refletindo perdas mais cedo no fechamento dos mercados asiáticos.

No final do dia, os índices FTSE, da bolsa de Londres, e o CAC, da bolsa de Paris, registraram baixas respectivamente de 0,56% e 0,66%.

A exceção no continente ficou por conta da bolsa de Frankfurt, que encerrou o dia com alta de 0,28%.

Em Tóquio, o índice Nikkei da bolsa local fechou em baixa de 2,2%, o pior resultado em oito meses.

Apesar disso, as autoridades japonesas decidiram retirar US$ 17 bilhões do mercado, repetindo a decisão de terça-feira, quando tiraram de circulação outros US$ 13 bilhões.

Banco

O nervosismo em todo o mundo, causado pela crise no mercado de crédito imobiliário de risco nos Estados Unidos, aumentou depois que mais um banco americano pediu concordata.

O banco imobiliário Aegis Mortgage admitiu na terça-feira que não está em condições de pagar suas dívidas.

Apesar das turbulências, o diretor do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, disse que "a situação está se normalizando".

Nos últimos dias o BCE injetou mais de 200 bilhões de euros (450 bilhões de reais) no mercado para garantir a sua liqüidez.

No entanto, o nervosismo deverá continuar nos próximos dias, dizem analistas.

"Os bancos continuam cautelosos e não emprestam dinheiro a outros bancos, o que afeta a liquidez do mercado", disse o analista Mario Mattera do banco alemão Metzler.

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