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Bolsa e dólar caem no Brasil em meio a instabilidade global | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O índice Bovespa e a cotação do dólar no Brasil tiveram queda nesta segunda-feira, em um dia de leve baixa no mercado americano e recuperação na Europa. O mercado financeiro internacional vive desde a semana passada um período de instabilidade, causada pela crise do mercado imobiliário americano. A Bovespa fechou em baixa, após operar em alta durante quase todo o dia. O índice da bolsa caiu 0,39%, atingindo 52.434 pontos. Durante a sessão, o índice chegou a registrar alta de quase 1%. O dólar comercial fechou em queda de 0,46%. A cotação da moeda americana terminou a sessão negociada a R$ 1,943. Intervenção No resto do mundo, os mercados responderam de formas diferentes à intervenção de diversos bancos centrais. Em Wall Street, o índice Dow Jones fechou praticamente estável, com queda de 0,02%, atingindo 13.236,5 pontos. O Nasdaq teve queda de 0,1%, fechando em 2.542,2 pontos. O Federal Reserve, banco central americano, injetou US$ 2 bilhões no sistema bancário do país. Na Europa, onde o Banco Central europeu anunciou a entrada de 48 bilhões de euros no mercado, o índice FTSE, de Londres, teve alta de 2,3%, atingindo 6.237,8 pontos. O índice francês Cac-40 teve alta de 2,2%, e o alemão Dax subiu 1,8%. Mais cedo, os mercados asiáticos também haviam registrado altas. Outro fator que contribuiu para o otimismo no mercado foi a notícia de resultados mais fortes do que o esperado no comércio varejista americano. Mercado imobiliário A instabilidade recente nos mercados foi causada pela crise nos Estados Unidos no segmento imobiliário sub-prime, que oferece empréstimos de alto risco para pessoas com histórico ruim de crédito. Com o aumento da taxa de juros americana e a explosão da bolha imobiliária no país, muitos tomadores de empréstimo do tipo sub-prime não conseguiram pagar suas dívidas, provocando dificuldades para fundos de investimentos ligados ao segmento. Analistas estimam que US$ 300 bilhões em empréstimos poderiam estar em risco, mas o valor total envolvido na crise não é conhecido. "A grande questão é saber qual é o montante total (de empréstimos em risco), e isso é ruim para os mercados, porque se existe uma coisa que os mercados detestam é a incerteza", disse Gilles Moec, economista do Bank of America. |
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