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Atualizado às: 19 de julho, 2007 - 16h26 GMT (13h26 Brasília)
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Tribunal condena rebeldes de Serra Leoa a 50 anos
Vítima da guerra civil de Serra Leoa (1991-2002)
Guerra expôs civis a campanha de mutilações, estupros e assassinatos
Um Tribunal em Serra Leoa anunciou nesta quinta-feira sentenças de 45 a 50 anos de prisão para três ex-líderes de milícia condenados por crimes como assassinato, estupro e mutilação de pessoas durante a guerra civil do país africano (1991-2002).

Alex Tamba Brima e Santigie Borbor Kanu foram condenados, cada um deles, a 50 anos de prisão. Brima Kamara recebeu uma sentença de 45 anos.

Os três culpados eram originalmente soldados do governo de Serra Leoa, mas deixaram o Exército e passaram a integrar um grupo rebelde chamado Conselho Revolucionário de Forças Armadas (CRFA), que ajudou a derrubar o presidente Ahmed Kabbah, em 1997.

As sentenças são as primeiras a ser emitidas pelo tribunal em Freetown, a capital do país africano, desde o fim do conflito, há cinco anos. O tribunal funciona com o apoio da ONU.

Em um julgamento concluído em junho, os três homens foram considerados culpados em 11 das 14 acusações contra eles, incluindo as de homicídio, terrorismo e uso de crianças como soldados.

"As três pessoas acusadas cometeram violações de direitos humanos nas quais civis foram mutilados. Outros civis foram mortos e queimados em suas casas", disse a juíza Julia Sebutinde, ao anunciar as sentenças.

Os condenados têm direito a recorrer da sentença. Se não apelarem ou perderem o recurso, porém, deverão cumprir a pena em prisões européias, e não em Serra Leoa, por causa de preocupações com a sua segurança.

50 mil mortos

O presidente Ahmed Kabbah voltou ao poder em 1998, ano seguinte ao golpe que o derrubou, com o apoio de uma força de intervenção africana, liderada por soldados da Nigéria.

Na guerra contra forças do governo, no entanto, os rebeldes realizaram uma campanha de terror no país.

Cerca de 50 mil pessoas morreram em Serra Leoa no conflito civil, alimentado pelas ricas reservas de diamante locais.

Na década de 1990, o país viveu uma sucessão de golpes de Estado. Ao mesmo tempo, o grupo rebelde Frente Revolucionária Unida (FRU) avançava pelo país, financiando suas atividades com a venda ilegal de diamantes.

O tribunal em Freetown foi estabelecido em 2004 e indiciou até agora um total de 13 pessoas de todos os lados do conflito, incluindo o ex-presidente da Libéria, Charles Taylor.

Taylor é acusado de apoiar os rebeldes - e, assim, estimular o conflito no país vizinho - em troca de diamantes.

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