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Irã proíbe notícias negativas sobre racionamento de gasolina | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O mais importante órgão de segurança do Irã ordenou que os jornalistas do país não relatem os problemas causados pelo racionamento de gasolina, um dia depois da surpreendente introdução da medida. Motoristas reagiram com violência ao racionamento e atacaram 19 postos de gasolina na capital, Teerã, na quarta-feira. A cidade ainda tem longas filas nos postos. As autoridades desligaram os serviços de mensagens de texto por telefones celulares em Teerã durante a noite para evitar que motoristas organizassem mais protestos. Frances Harrison, correspondente da BBC em Teerã, disse que muitos iranianos estão insatisfeitos devido ao grande aumento no custo de vida. Durante os choques de quarta-feira, motoristas atiraram pedras e gritaram palavras de ordem contra o presidente Mahmoud Ahmadinejad. Apesar da proibição de notícias negativas imposto pelo Conselho de Segurança do Irã, jornais reformistas ainda publicam notícias com reclamações quanto à forma abrupta com que o racionamento foi anunciado e afirmam que até o chefe da polícia e os donos de postos não sabiam da medida. Confusão Jornais conservadores aconselharam os motoristas a não usar seus carros e a dividir veículos para economizar gasolina. A televisão iraniana inicialmente não mencionou os choques e a maior parte das entrevistas foi feita com pessoas que aprovavam o racionamento. Apesar de cada pessoa ter permissão para comprar apenas três litros diários, motoristas podem levar a quantidade máxima permitida mensal (100 litros) de uma só vez. Isso causou confusão entre alguns motoristas que acreditavam que o racionamento ainda não tinha começado e correram para encher seus tanques, segundo a correspondente da BBC. Harrison afirma que o governo está tentando controlar o consumo de combustível por temer possíveis sanções da ONU devido à implantação do programa nuclear no Irã. Apesar de suas imensas reservas de energia, o Irã não tem capacidade de refinamento e importa cerca de 40% de sua gasolina. O país tem um grande déficit no orçamento devido principalmente aos subsídios ao combustível, e a taxa de inflação é estimada entre 20% e 30%. |
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